Acabei optando esse ano por não por minhas resenhas diárias ou quase diárias sobre como foi no festival, por achar que, em termos de relação com o público, a coisa continua um pouco mais do mesmo, com a exceção que esse ano foi bem, bem maior. Uns 30% a mais do que o último ano foi o saldo, pelo que dizem, de espectadores. Eu acredito. As filas na Casa França-Brasil estavam monstruosas, e o atendimento, do que eu lembro ano passado, acabou sendo uns 30% a mais.
Vi poucas sessões, infelizmente, e do que vi, posso recomendar menos ainda. A premiação do Anima Mundi Rio de Janeiro saiu no blog do festival, e, coincidentemente, parte do que está lá estava nestas sessaões. Comentários rápidos:
La Dama y la Muerte - vencedor do júri popular, uma divertidíssima comédia 3D feita na Espanha. Um detalhe obscuro: a música no início é a mesma da cena final de Dr. Strangelove, do Kubrick.
Eu Queria Ser Um Monstro - Melhor Curta Brasileiro, de Marcelo Marão, com stop motion e desenhos animados. Uma homenagem muito bacana a um pai, no fim das contas. Vale ver como os bonecos do stop motion, setor do Pedro Iuá, captaram tão bem o jeito do desenho do Marão.
Mobile - alemão, ganhou Melhor Filme de Estudante. 3D divertido e rápido.
Videogioco A Loop Experiment - italiano, ganhou Melhor Animação pelo Juri Profissional. Muito interessante, sim, juntando animação no traço e stop-motion.
The Lost Thing - Melhor Trilha Sonora pelo Juri Profissional. 3D puro. Melancólico, talvez um pouco longo demais. Mas simpatizo com o tema. Em um mundo banal e ordenado, como encaixar aquilo que não é classificável?
Dos meus gostos pessoais, do que me toca em especial, eu reservo os dois últimos comentários.
Der Kleine und Das Biest - alemão, ganhando Melhor Roteiro do Juri Profissional. Técnica 3D simulando desenho 2D; ele conta, sob a ótica de uma criança, o que é ter a mãe virando fera, em uma bela - por incrível que pareça - história de separação e superação. Alemães. O que há com eles? Ou é o devorador de salsichas da oktoberfest, ou é o povo capaz de executar obras como esta ou Adeus, Lênin. Não há meio termo.
Madagascar - Carnets des Voyages - francês. Sabem quando é feito um caderninho de viagens, em que um monte de coisas você anota, guarda ou registra em algum lugar? Passagem dum ônibus local, conta de bar, rótulo de garrafa que só tem lá, fotos, sketchs, além de filmes ou simplesmente memórias? Esse filme aproveita a diversidade das memórias e constrói, utilizando diversas técnicas de animação, uma narrativa em cima disso, em uma linguagem de videoclip, onde dificilmente um take leva mais do que dois segundos ou o que o valha na tela. 3D, stop motion, 2D, pintura... e não exclusivamente, ou seja, usando e abusando misturar as técnicas em um resultado belíssimo. O prêmio do Júri Profissional de Melhor Direção de Arte foi pra lá de merecido.
É isso. Nas minhas idas e vindas ao festival levei A Sorte dos Girinos, do meu prezado Carlos Patati, e O Centésimo em Roma, do meu igualmente Max Mallmann. Resenhas, espero, em breve.
E agora é descansar e... Anima Mundi 2010 - São Paulo edition! :)
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Dia Internacional da Animação
Em homenagem a este dia, que é hoje, 28, recebo de Marcos Magalhães um belo post sobre a história da Animação, postado no blog da Anima Mundi.
Aliás, tem sessão no Odeon, pelas 19h. Devo conferir.
Aliás, tem sessão no Odeon, pelas 19h. Devo conferir.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 18 e 19/07/09
Sábado, 18, não teve maiores variações. A destacar, apenas a sinceridade das crianças. "Gostou, meu filho?" "Não". Não assisti nada.
Domingo, 19, foi bem puxado, fechamos a fila às 16:30. A massinha, uma hora antes. Assisti a sessão de premiação das 21h. Muito coisa francesa, excelente, excelente! A lista dos ganhadores vai aqui.
Jousé e o Pé de Macaxeira é excelente, uma bem-humoradíssima versão de João e o Pé de Feijão. Parabéns, Diogo! Our Wonderful Nature é de se escangalhar de rir. French Roast já havia visto na estréia, que bom que ganhou também um prêmio. Skhizein é apenas esquisito, e vale conferir. Paul e o Dragão, que levou o melhor curta-metragem infantil, talvez pudesse ser um pouco mais curto. Fora isso, é uma história de superação, de um menino que desenvolve um câncer e que lida com isso através do imaginário. Compradores da tristeza alheia, beware. Ainda que acabe tudo bem.
Então é isso. 15 Animas. Que venha a 16a.
Domingo, 19, foi bem puxado, fechamos a fila às 16:30. A massinha, uma hora antes. Assisti a sessão de premiação das 21h. Muito coisa francesa, excelente, excelente! A lista dos ganhadores vai aqui.
Jousé e o Pé de Macaxeira é excelente, uma bem-humoradíssima versão de João e o Pé de Feijão. Parabéns, Diogo! Our Wonderful Nature é de se escangalhar de rir. French Roast já havia visto na estréia, que bom que ganhou também um prêmio. Skhizein é apenas esquisito, e vale conferir. Paul e o Dragão, que levou o melhor curta-metragem infantil, talvez pudesse ser um pouco mais curto. Fora isso, é uma história de superação, de um menino que desenvolve um câncer e que lida com isso através do imaginário. Compradores da tristeza alheia, beware. Ainda que acabe tudo bem.
Então é isso. 15 Animas. Que venha a 16a.
sábado, 18 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 17/07/09
Ontem teve movimento tranquilo... não fiquei para ver as sessões, vou montar minha Anima Mundi no Youtube.
Mãe e filho compareceram pelo terceiro dia consecutivo. O menino disse que era pra compensar todos os anos que ele não pôde entrar.
Apareceu uma senhora com os filhos que sempre vêem, "só pra dar um alô". O filho esticou como chiclete. O que estão dando no nescau dessas crianças? Mas não ficaram para desenhar, era só pela simpatia, mesmo. Compensações e compensações deste festival.
Hoje, reta final. Dia lindo, lá fora. Vai ser concorrido!
Mãe e filho compareceram pelo terceiro dia consecutivo. O menino disse que era pra compensar todos os anos que ele não pôde entrar.
Apareceu uma senhora com os filhos que sempre vêem, "só pra dar um alô". O filho esticou como chiclete. O que estão dando no nescau dessas crianças? Mas não ficaram para desenhar, era só pela simpatia, mesmo. Compensações e compensações deste festival.
Hoje, reta final. Dia lindo, lá fora. Vai ser concorrido!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 15 e 16/07/09
Ontem, 15, fiquei filmando o Papo Animado com um pesquisador de animação americano, Amid Amidi, que trouxe um excelente material sobre os anos da United Productions of America, a UPA. Tudo genial. A UPA é um estúdio dos anos 40 formado por animadores originais da Disney que saíram de lá, montando um esquema próprio, desenvolvendo para a televisão.
A UPA quebrou muito com a estética formal, talvez a coisa mais próxima de um clacissismo da animação, da Disney, enveredando por saídas estéticas e funcionais que ao mesmo tempo obedeciam a necessidades de orçamento mais baixo - era o início da chamada 'animação limitada' - e que também podiam experimentar. Dessa época veio tanto Mr. Magoo quanto, mais tarde, o design de personagens para a Hanna-Barbera de gente muito querida de todos como Os Flintstones.
Nos estandes, tudo tranquilo...
Hoje teve o maior dia de atendimentos até então, 92 animações completas. Três ou quatro Michael Jacksons, e isto, só hoje. Engraçado ver com os grandes eventos são traduzidos na hora da experiência pelo grande público: 11 de Setembro, Copa do Mundo, etc. Uma menina se enrolando toda pra desenhar um moonwalk chegou a exclamar que não sabia porque havia escolhido aquilo, pois nem gostava tanto assim dele.
Não fiquei para ver as sessões... canseira e fome. Amanhã prometo ver as duas, das 19 e ds 21.
A UPA quebrou muito com a estética formal, talvez a coisa mais próxima de um clacissismo da animação, da Disney, enveredando por saídas estéticas e funcionais que ao mesmo tempo obedeciam a necessidades de orçamento mais baixo - era o início da chamada 'animação limitada' - e que também podiam experimentar. Dessa época veio tanto Mr. Magoo quanto, mais tarde, o design de personagens para a Hanna-Barbera de gente muito querida de todos como Os Flintstones.
Nos estandes, tudo tranquilo...
Hoje teve o maior dia de atendimentos até então, 92 animações completas. Três ou quatro Michael Jacksons, e isto, só hoje. Engraçado ver com os grandes eventos são traduzidos na hora da experiência pelo grande público: 11 de Setembro, Copa do Mundo, etc. Uma menina se enrolando toda pra desenhar um moonwalk chegou a exclamar que não sabia porque havia escolhido aquilo, pois nem gostava tanto assim dele.
Não fiquei para ver as sessões... canseira e fome. Amanhã prometo ver as duas, das 19 e ds 21.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 14/07/09
Segunda voltando à programação normal, com menos gente que domingo.
Consegui ficar para ver alguma coisinha. Peguei o final da sessão das 19h na Praça Animada, a Curtas 12 (para a programação online do evento no Rio e em Sampa, clique aqui). Não estou conseguindo encontrar o programa para dar nomes aos bois, mas também só vi os últimos três, e é fácil identificar: é uma sessão que termina com o magnífico Presto, da Pixar.
Antes tem um estoniano, Inherent Obligations (é, lembrei), de pixilation com stop-motion. Esteticamente tem coisas muito interessantes, mas acho que se perde um pouco. Vale pela crítica à questão do reality-show que, pelo visto, também é uma praga naquelas latitudes e longitudes. Tem no Youtube, mas não está completo... não consegui ver se o resto está lá.
E antes desse, um que depois ponho o nome. Mas é um CG 3D que imita um pouco animação de recorte de papel, trabalha com uma perspectiva propositalmente errada... o pouco que vi deste achei interessante.
"Felipe, pode cuidar da câmera para filmar o pessoal do Bolt?" Claro que posso. E, assim, cuidei da câmera para uma palestra interessantíssima que se centrou sobre problemas iniciais de character design do cachorro-protagonista, que levaram a produção a ser interrompida por um tempinho até acertarem a concepção e modelagem (foram atrás de A Dama e o Vagabundo), criação de um manual de do's and don'ts aos animadores e ainda, mais importante: perceberam que os departamentos internos, de animação, modelagem, rendering e um outro simplesmente não se comunicavam tanto assim. Os palestrantes - nomes, depois - contaram que tiveram que fazer algo quanto a isso, puseram todos para dar pitacos e oferecer propostas, em cada fase da produção.
John Lasseter foi um dos produtores de Bolt, eu perguntei depois se essa integração era um método da Pixar, incorporado depois da compra (cough, cough) pela Disney. O animador me respondeu que não saberia dizer, aquele era o primeiro trabalho que ele realizava na Casa do Mickey.
Passou o longa depois, mas não fiquei para assistir.
Consegui ficar para ver alguma coisinha. Peguei o final da sessão das 19h na Praça Animada, a Curtas 12 (para a programação online do evento no Rio e em Sampa, clique aqui). Não estou conseguindo encontrar o programa para dar nomes aos bois, mas também só vi os últimos três, e é fácil identificar: é uma sessão que termina com o magnífico Presto, da Pixar.
Antes tem um estoniano, Inherent Obligations (é, lembrei), de pixilation com stop-motion. Esteticamente tem coisas muito interessantes, mas acho que se perde um pouco. Vale pela crítica à questão do reality-show que, pelo visto, também é uma praga naquelas latitudes e longitudes. Tem no Youtube, mas não está completo... não consegui ver se o resto está lá.
E antes desse, um que depois ponho o nome. Mas é um CG 3D que imita um pouco animação de recorte de papel, trabalha com uma perspectiva propositalmente errada... o pouco que vi deste achei interessante.
"Felipe, pode cuidar da câmera para filmar o pessoal do Bolt?" Claro que posso. E, assim, cuidei da câmera para uma palestra interessantíssima que se centrou sobre problemas iniciais de character design do cachorro-protagonista, que levaram a produção a ser interrompida por um tempinho até acertarem a concepção e modelagem (foram atrás de A Dama e o Vagabundo), criação de um manual de do's and don'ts aos animadores e ainda, mais importante: perceberam que os departamentos internos, de animação, modelagem, rendering e um outro simplesmente não se comunicavam tanto assim. Os palestrantes - nomes, depois - contaram que tiveram que fazer algo quanto a isso, puseram todos para dar pitacos e oferecer propostas, em cada fase da produção.
John Lasseter foi um dos produtores de Bolt, eu perguntei depois se essa integração era um método da Pixar, incorporado depois da compra (cough, cough) pela Disney. O animador me respondeu que não saberia dizer, aquele era o primeiro trabalho que ele realizava na Casa do Mickey.
Passou o longa depois, mas não fiquei para assistir.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Anima Mundi 2009 - Diário do Estúdio Aberto - 12/07/09
Ontem foi bem puxado, tivemos que fechar a fila pelas 17:30.
Meu prezado Carlos Eduardo, organizador do GNU Graf, apareceu por lá. Levou um amigo, que só animara em CG, para desenhar um ciclo à mão. Sim, de vez em quando atendemos crianças com necessidades especiais. O resultado foi bem satisfatório!
Juro, ia ver sessão. Mas uma carona para mesma rua em que moro, vindo de um Centro da cidade, domingo à noite, frio e chuviscante... não há amor à arte que resista.
Meu prezado Carlos Eduardo, organizador do GNU Graf, apareceu por lá. Levou um amigo, que só animara em CG, para desenhar um ciclo à mão. Sim, de vez em quando atendemos crianças com necessidades especiais. O resultado foi bem satisfatório!
Juro, ia ver sessão. Mas uma carona para mesma rua em que moro, vindo de um Centro da cidade, domingo à noite, frio e chuviscante... não há amor à arte que resista.
domingo, 12 de julho de 2009
Anima Mundi 2009 - Diário do Estúdio Aberto - 11/07/09
Ontem nem teve muita coisa a relatar. Movimento normal, com um pico lá pelas 4 da tarde. Achei que concorremos entre o jogo do Vasco e o show do Roberto Carlos. Não fiquei pro papo animado, no fim das contas, fui embora mais cedo.
Talvez hoje o dia seja mais tranquilo, o tempinho está nojento.
Talvez hoje o dia seja mais tranquilo, o tempinho está nojento.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Anima Mundi 2009 - Diário do Estúdio Aberto - 10/07/09
E ai recomeçamos. E eu recomeço este diário, tal qual ano passado.
O grande destaque que vejo é o Anima Business: quem tem projeto de animação e não sabe a quem conhecer, essa é a oportunidade. Cliquem no link e se inscrevam.
Primeiro dia normal, até, sem excesso de público, na França-Brasil. Muito gostoso, tudo. Algumas animações legais, pintou o primeiro Michael Jackson, um moonwalk básico.
"Meu avô tinha um cinema no interior de São Paulo. Tinha um projetor francês Pathé, a carvão, que o filme desenrolava caindo pro andar debaixo, e alguém tinha que re-enrolá-lo."
Coisas que se acaba ouvindo só de perguntar, "pois não?" Esse festival compensa de várias formas.
É o mesmo time do ano passado no Estande 2D. O que é ótimo. Um dos nossos, aliás, virou papai. Rebento de dois meses de idade, já. Show de bola.
Não fiquei pras sessões à noite.
O grande destaque que vejo é o Anima Business: quem tem projeto de animação e não sabe a quem conhecer, essa é a oportunidade. Cliquem no link e se inscrevam.
Primeiro dia normal, até, sem excesso de público, na França-Brasil. Muito gostoso, tudo. Algumas animações legais, pintou o primeiro Michael Jackson, um moonwalk básico.
"Meu avô tinha um cinema no interior de São Paulo. Tinha um projetor francês Pathé, a carvão, que o filme desenrolava caindo pro andar debaixo, e alguém tinha que re-enrolá-lo."
Coisas que se acaba ouvindo só de perguntar, "pois não?" Esse festival compensa de várias formas.
É o mesmo time do ano passado no Estande 2D. O que é ótimo. Um dos nossos, aliás, virou papai. Rebento de dois meses de idade, já. Show de bola.
Não fiquei pras sessões à noite.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Anima Mundi 2009
Começa amanhã, sexta, 10 de Julho, indo até o outro domingo, 19 de Julho.
Oba. :)
Devo começar a fazer meus relatos diários, ou semi-diários. Vamos ver.
Oba. :)
Devo começar a fazer meus relatos diários, ou semi-diários. Vamos ver.
domingo, 20 de julho de 2008
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 21/07/08
C'est fini. Agora só em Sampa, de 23 a 26 de Julho.
Apesar das 95 animações atendidas, a sensação de que teve pouca gente. Em nenhum momento a fila encheu de ponta a ponta e além, coisa que até rolou durante a semana. Mas talvez o dia que mais famílias - não só o filho, mas mãe e pai também - participaram com suas animações, talvez mais que nos outros anos, até. É uma sensação muito legal! Curioso ver a turma que surgia na última das horas, "puxa, mas hoje é o último dia?" Todo ano é assim. Acontece.
Na sessão premiada, o que já havia destacado, Le Petit Maison en Cubicles. O ganhador de curta foi o que já se esperava, O Dossiê Rê Bordosa, que não tinha visto. Todo em stop-motion, com rotoscopia a partir de filmagem com os entrevistados, muuuito maneiro! Não me vejo fazendo stop-motion jamais, mas admiro muito esta técnica. Qualquer iniciativa que surja eu tenho o maior prazer em assistir.
Pulou o último salto, mexeu a última pose, deitou o último lápis, clicou a última foto, rabiscou o último quadro. A Anima Mundi continua em São Paulo, mas para o Rio, somente em 09, agora. O que significa para mim também, uma vez que infelizmente não seguirei com o festival. Pena, pena. Aquele cansaço com alegria. Meu Natal em Julho acabou. São Paulo, divirta-se!
Apesar das 95 animações atendidas, a sensação de que teve pouca gente. Em nenhum momento a fila encheu de ponta a ponta e além, coisa que até rolou durante a semana. Mas talvez o dia que mais famílias - não só o filho, mas mãe e pai também - participaram com suas animações, talvez mais que nos outros anos, até. É uma sensação muito legal! Curioso ver a turma que surgia na última das horas, "puxa, mas hoje é o último dia?" Todo ano é assim. Acontece.
Na sessão premiada, o que já havia destacado, Le Petit Maison en Cubicles. O ganhador de curta foi o que já se esperava, O Dossiê Rê Bordosa, que não tinha visto. Todo em stop-motion, com rotoscopia a partir de filmagem com os entrevistados, muuuito maneiro! Não me vejo fazendo stop-motion jamais, mas admiro muito esta técnica. Qualquer iniciativa que surja eu tenho o maior prazer em assistir.
Pulou o último salto, mexeu a última pose, deitou o último lápis, clicou a última foto, rabiscou o último quadro. A Anima Mundi continua em São Paulo, mas para o Rio, somente em 09, agora. O que significa para mim também, uma vez que infelizmente não seguirei com o festival. Pena, pena. Aquele cansaço com alegria. Meu Natal em Julho acabou. São Paulo, divirta-se!
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto 08 (18 e 19 de Julho)
Após uma sexta sem maiores incidentes, sábado foi meio sui generis, com uma fila se materializando quase do nada pelas 14:30. A praia deve ter segurado o pessoal, imaginamos. O destaque de sexta, pra mim, foi o Papo Animado com James McCoy, do departamento de animação da Blizzard. Animal! Quando chegamos às perguntas e respostas, fui o primeiro, e pude perguntar que, dado o know-how que eles já têm em ilustração, animação e, como qualquer um jogador de seus video-games bem sabe, roteiro; se havia planos para algum longa-metragem ou série de tv por parte da empresa. Ele sorriu e respondeu, começando com This is the best question of the world. Mas que, dado os tantos compromissos com seus próprios jogos, a Blizzard não tinha condições de, no momento, dedicar-se a isto. Mas que vontade não faltava.
Legal ver como outra gigante no mercado de animação, por mais 'paralelo' que seja, ainda preza a importância em se saber desenhar e pintar à mão, antes de se ir para o computador. Muito legal, mesmo!
Jean Ann Wright é uma roteirista profissional de animação no Rio a convite do evento para dar uma workshop do assunto, da qual infelizmente perdi o prazo de inscrição. Tem um livro muito bom sobre o assunto, Animation Writing Development, do qual possuo um exemplar.
Não me furtei em pedir um autógrafo dela, hoje, na já tradicional festa dos animadores. Simpaticíssima. Pelo visto nem deu trela pra gafe do outro dia.
Além disto, ainda na festa uma demonstração de Pika Pika, animação com canetas de luz em pleno ar. O vídeo do link não faz jus a todo o processo, dá realmente, se tivermos controle na mão, ou algum parâmetro para nos guiar, fazer desenhos no ar sequenciais, e depois com as fotos rodar de uma vez e termos uma animação.
Pensei, que glorioso isto ficaria com holofotes no deserto à noite, fotografado por satélite.
Amanhã, the last goodbye...
Legal ver como outra gigante no mercado de animação, por mais 'paralelo' que seja, ainda preza a importância em se saber desenhar e pintar à mão, antes de se ir para o computador. Muito legal, mesmo!
Jean Ann Wright é uma roteirista profissional de animação no Rio a convite do evento para dar uma workshop do assunto, da qual infelizmente perdi o prazo de inscrição. Tem um livro muito bom sobre o assunto, Animation Writing Development, do qual possuo um exemplar.
Não me furtei em pedir um autógrafo dela, hoje, na já tradicional festa dos animadores. Simpaticíssima. Pelo visto nem deu trela pra gafe do outro dia.
Além disto, ainda na festa uma demonstração de Pika Pika, animação com canetas de luz em pleno ar. O vídeo do link não faz jus a todo o processo, dá realmente, se tivermos controle na mão, ou algum parâmetro para nos guiar, fazer desenhos no ar sequenciais, e depois com as fotos rodar de uma vez e termos uma animação.
Pensei, que glorioso isto ficaria com holofotes no deserto à noite, fotografado por satélite.
Amanhã, the last goodbye...
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Anima Mundi 08 - Diário do Estúdio Aberto (16 e 17 de Julho)
Ontem, quarta-feira, logo de cara, apareceu o casalzinho do dia anterior, aquele que fechou o estande com ela em dúvidas sobre a nossa confiabilidade em respeito da idéia dos outros. Ele, amarradão para participar, ela, em sérias dúvidas sobre se e como fazer. Menina, você precisa relaxar!
Apareceu um guri de doze anos, reincidente, que irá tomar o emprego de todos nós. É conferir no link.
Mais tarde peguei duas sessões com coisas muito boas, primeiro a Curtas 13, na qual destaco positivamente Monsieur Cok e De Zwemies.
Mas foi a seguinte que tinham coisa realmente ótimas, a Curtas 4, na qual destaco La Maison en Petit Cubes, que apesar do nome é japonês, e que me lembrou um pouco do holandês Father and Daughter, também do AM de temporadas passadas. Ainda desta sessão, Bolides, Key Lime Pie e Voodoo. O exagero da ação marca estas três produções, engraçadíssimas, e o traço muito bom nas duas últimas, especialmente KLP.
Hoje foi um dia também tranquilo, sem maiores variações, já com a dose de amigos e reincidentes que se espera. Notei que houve mais pais e mães animando do que nos outros dias, isso é bom. Fui entrevistado por uma emissora que tem um passarinho desenhado no microfone, nem sei qual.
As sessões que fui ver depois já havia visto, nem fiquei para o final.
Amanhã o lance será o Papo Animado, com o pessoal da... Blizzard.
Apareceu um guri de doze anos, reincidente, que irá tomar o emprego de todos nós. É conferir no link.
Mais tarde peguei duas sessões com coisas muito boas, primeiro a Curtas 13, na qual destaco positivamente Monsieur Cok e De Zwemies.
Mas foi a seguinte que tinham coisa realmente ótimas, a Curtas 4, na qual destaco La Maison en Petit Cubes, que apesar do nome é japonês, e que me lembrou um pouco do holandês Father and Daughter, também do AM de temporadas passadas. Ainda desta sessão, Bolides, Key Lime Pie e Voodoo. O exagero da ação marca estas três produções, engraçadíssimas, e o traço muito bom nas duas últimas, especialmente KLP.
Hoje foi um dia também tranquilo, sem maiores variações, já com a dose de amigos e reincidentes que se espera. Notei que houve mais pais e mães animando do que nos outros dias, isso é bom. Fui entrevistado por uma emissora que tem um passarinho desenhado no microfone, nem sei qual.
As sessões que fui ver depois já havia visto, nem fiquei para o final.
Amanhã o lance será o Papo Animado, com o pessoal da... Blizzard.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Anima Mundi 08 - Diário do Estúdio Aberto (14 de Julho)
Mais um dia, mais um dia. 94 animações atendidas, or so.
Fechando a casa, pintou um casalzinho. Ela, Letras, sem saber o que fazer direito, acabou por fazer algo rápido, até porque já íamos fechar, resolveu fazer algo com poesia concretista. Ao apresentar para filmar, e ser apresentada ao termo de concessão de direito de imagem, deu pra trás. Desconfiou. Queria ter certeza que sua obra fosse sua, e apenas sua.
Obviamente que eu não podia deixar passar em branco.
"Em todos esses anos nesta indústria vital" - comecei o célebre texto de um dos episódios imortais do Pica-Pau - "esta é a primeira vez que isto me acontece" - completou o namorado, desencanadão.
Ela, irredutível. Começamos a conversar sobre isso, e acabamos falando sobre o MUAn, Linux, software livre -- nada, não acreditava em nada. Achava que começava na boa vontade, terminava no lucro e ambição de alguns. Ok. Historicamente, ela está até certa. O início da era dos micro-computadores, seus desenvolvedores e a M$ podem ser resumidos assim. Mas não quis nem que se filmasse para ver o resultado, sem salvar. Pobre Alan, ela não acreditou nele. Rimos muito, claro, e este episódio será um que lembraremos nos anos a seguir.
E o namorado desencanadão entregou numa boa. "Você assinar a autorização?!" Bem, sim...
Na sessão das 19h da Praça Animada, o curta Despejo, que meus prezadíssimos Gustavo Almeida e Leonardo Siqueira participaram. Gostei muito do que vi, embora achasse que terminou meio que de repente. No geral, bastante satisfatória.
Ainda a destacar de hoje, uma gafe: ao se aproximar da oficina, a tradutora que conheço de milênios de Anima Mundi, acompanhada de visitantes estrangeiros que era óbvio que eram da área, perguntou-me se eu poderia explicar com era o nosso processo. Apesar dos óbvios e dos ululantes, abri com um sonoro: "First of all, are you used to animation?".
Desce o pano, rápido.
Fechando a casa, pintou um casalzinho. Ela, Letras, sem saber o que fazer direito, acabou por fazer algo rápido, até porque já íamos fechar, resolveu fazer algo com poesia concretista. Ao apresentar para filmar, e ser apresentada ao termo de concessão de direito de imagem, deu pra trás. Desconfiou. Queria ter certeza que sua obra fosse sua, e apenas sua.
Obviamente que eu não podia deixar passar em branco.
"Em todos esses anos nesta indústria vital" - comecei o célebre texto de um dos episódios imortais do Pica-Pau - "esta é a primeira vez que isto me acontece" - completou o namorado, desencanadão.
Ela, irredutível. Começamos a conversar sobre isso, e acabamos falando sobre o MUAn, Linux, software livre -- nada, não acreditava em nada. Achava que começava na boa vontade, terminava no lucro e ambição de alguns. Ok. Historicamente, ela está até certa. O início da era dos micro-computadores, seus desenvolvedores e a M$ podem ser resumidos assim. Mas não quis nem que se filmasse para ver o resultado, sem salvar. Pobre Alan, ela não acreditou nele. Rimos muito, claro, e este episódio será um que lembraremos nos anos a seguir.
E o namorado desencanadão entregou numa boa. "Você assinar a autorização?!" Bem, sim...
Na sessão das 19h da Praça Animada, o curta Despejo, que meus prezadíssimos Gustavo Almeida e Leonardo Siqueira participaram. Gostei muito do que vi, embora achasse que terminou meio que de repente. No geral, bastante satisfatória.
Ainda a destacar de hoje, uma gafe: ao se aproximar da oficina, a tradutora que conheço de milênios de Anima Mundi, acompanhada de visitantes estrangeiros que era óbvio que eram da área, perguntou-me se eu poderia explicar com era o nosso processo. Apesar dos óbvios e dos ululantes, abri com um sonoro: "First of all, are you used to animation?".
Desce o pano, rápido.
Anima Mundi 2008 - Diário do Estúdio Aberto (11 a 13 de Julho)
Mais um ano, e já temos mais uma Anima Mundi. Como de costume, estou no estande 2D do Estúdio Aberto, explicando para várias pessoas como se faz o básico da animação no papel. Revejo o companheiro já de década, pelo menos, Alan, excelente pintor e artista plástico, também em nossa pequena luta. Além dele, Léo, de pelo menos já um ano e Camila, novata nisto tudo.
Três dias se passaram já, e tudo corre dentro do que conhecemos. Crianças e mais crianças curiosas para aprender, algumas afoitas, outras tímidas, outras sem a menor paciência mas que os pais estão doidos para que faça, e tratamos logo de esclarecer que a idade é mínima, e não máxima. Alguns pais e mães nessa hora sorriem, e acabam curtindo mais do que os filhos.
(E falando em idade mínima, é curioso a incidência de leoninos em nosso estande!)
Neste domingo, um senhor apareceu, uma figura rara, aro dos óculos feito de durex, ou que já recebeu tanto conserto que parece ser feito de durex, e quis saber como é. Expliquei. Ele queria fazer algo que, no frigir dos ovos, seria um show de slides, com figuras - ou ainda, no caso, frases - desconexas, sem um senso de desenvolvimento necessário na animação. Tentei uma solução de compromisso: ele escrevia suas frases, porém desenhava algo que fosse se deslocando a cada folha. Expliquei, ele entendeu, e fui verificar outros clientes, etc. Só o encontrei depois, querendo saber como digitalizar. Já havia dito que não tinha computador ou e-mail, e que apenas gostaria que sua animação fosse digitalizada. Eu o encaminhei à fila, mas ele acabou se desentendendo com a própria, disse que haviam passado à frente dele (o que foi contestado), entregou para mim os desenhos e tomou seu caminho.
Meio que para surpresa nossa, as tais frases eram como se fossem slogans pró-FARCs, e de animação, nada muito discernível. Bem, no estande somos apolíticos, claro. Mas nessas horas noto que, apesar de estarmos lá para tirar as dúvidas, parece que as pessoas não sabem expressá-las (por mais que perguntemos) ou mesmo que têm dúvidas.
Alguns 'reincidentes' foram vistos: fregueses nossos já fiéis, que começaram a aparecer no estande de maozinha dada com a mãe e agora estão de maozinha dada com a namorada. Alguns até já seguindo carreira na área.
Consegui ver algumas sessões. Duas delas de longa-metragens, 'Princesa' e 'Delgo'. Este último, uma animação 3D convencional, uma história de Fantasia para crianças, dá pra divertir. Já o primeiro (abaixo melhor resenhado) seria melhor definido como a animação que Quentin Tarantino faria, se resolvesse se aventurar no campo. Eu lembrei de Kill Bill direto. Como tal, não apenas tem uma história impactante na violência e exagero, mas graficamente é muito bonito, com uma bela mistura de técnicas.
Pretendi ir, segunda, na sessão no Oi-Casagrande. Mas acabei enrolado e enrolando.
Três dias se passaram já, e tudo corre dentro do que conhecemos. Crianças e mais crianças curiosas para aprender, algumas afoitas, outras tímidas, outras sem a menor paciência mas que os pais estão doidos para que faça, e tratamos logo de esclarecer que a idade é mínima, e não máxima. Alguns pais e mães nessa hora sorriem, e acabam curtindo mais do que os filhos.
(E falando em idade mínima, é curioso a incidência de leoninos em nosso estande!)
Neste domingo, um senhor apareceu, uma figura rara, aro dos óculos feito de durex, ou que já recebeu tanto conserto que parece ser feito de durex, e quis saber como é. Expliquei. Ele queria fazer algo que, no frigir dos ovos, seria um show de slides, com figuras - ou ainda, no caso, frases - desconexas, sem um senso de desenvolvimento necessário na animação. Tentei uma solução de compromisso: ele escrevia suas frases, porém desenhava algo que fosse se deslocando a cada folha. Expliquei, ele entendeu, e fui verificar outros clientes, etc. Só o encontrei depois, querendo saber como digitalizar. Já havia dito que não tinha computador ou e-mail, e que apenas gostaria que sua animação fosse digitalizada. Eu o encaminhei à fila, mas ele acabou se desentendendo com a própria, disse que haviam passado à frente dele (o que foi contestado), entregou para mim os desenhos e tomou seu caminho.
Meio que para surpresa nossa, as tais frases eram como se fossem slogans pró-FARCs, e de animação, nada muito discernível. Bem, no estande somos apolíticos, claro. Mas nessas horas noto que, apesar de estarmos lá para tirar as dúvidas, parece que as pessoas não sabem expressá-las (por mais que perguntemos) ou mesmo que têm dúvidas.
Alguns 'reincidentes' foram vistos: fregueses nossos já fiéis, que começaram a aparecer no estande de maozinha dada com a mãe e agora estão de maozinha dada com a namorada. Alguns até já seguindo carreira na área.
Consegui ver algumas sessões. Duas delas de longa-metragens, 'Princesa' e 'Delgo'. Este último, uma animação 3D convencional, uma história de Fantasia para crianças, dá pra divertir. Já o primeiro (abaixo melhor resenhado) seria melhor definido como a animação que Quentin Tarantino faria, se resolvesse se aventurar no campo. Eu lembrei de Kill Bill direto. Como tal, não apenas tem uma história impactante na violência e exagero, mas graficamente é muito bonito, com uma bela mistura de técnicas.
Pretendi ir, segunda, na sessão no Oi-Casagrande. Mas acabei enrolado e enrolando.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Princess

Spoilers abaixo.
De lá do Anima Mundi nesses primeiros três dias, destaco este longa dinamarquês de 2006, aqui no Brasil como Irmão Padre, Irmã Puta.
O desenho segue técnica mista, primariamente sendo animação tradicional, a traço, com diversos complementos em CG, não exatamente interessados em sumir da vista, o que aqui é bom. Segundo o IMDB, 20% da obra é filmada com pessoas de verdade - e um traços mais interessantes é que nesses 20% os seres humanos, carne e osso, interpretando, estão em fitas de vídeo, assistidos pelos personagens animados.
A história é ao redor de August, ex-padre que retorna à cidade natal para cuidar da sobrinha, filha natural da irmã, morta por overdose, envolvida em prostituição e feita uma porn queen de sucesso. August se remói de culpa por ter se envolvido no início da carreira da irmã, e nada ter feito para impedí-la de seguir nessa vida. Ao levar a sobrinha, vai descobrindo aos poucos as marcas, físicas e emocionais, da criança, que em seus breves cinco anos de idade obteve por estar em contato direto com este meio. August, então, horrorizado por ver a irmã exposta em tantas bancas de jornal, locadoras e quetais, resolve exigir que todo o material pornográfico com a falecida irmã seja retirado -- nem que para isto se chegue às proverbiais últimas consequências.
Se Quentin Tarantino fosse dirigir um longa de animação, o resultado seria isto. Seja pelo apuro estético, seja pelo impacto da violência explícita ou de roteiro, é Kill Bill de ponta a ponta.

Faltaria a Tarantino, entretanto, certos momentos líricos presente na obra, que aspiram a tempos mais felizes: do sonho da gaivota ao personagem Multe, este o momento do conto de fadas no meio de uma história de terror, com abuso infantil, morte e sanguinolência, dando o silencioso tom daquilo que está certo ou errado (e sem encher o saco do público no processo, algo fundamental).
Dirigido por Anders Morgenthaler, dinamarquês já com algumas obras em seu currículo.
sábado, 29 de março de 2008
Radiografia da genialidade...
... ou, mais simplesmente, as model sheets de The Iron Giant.
Ok, eu sou um fã babão do Brad Bird (Os Incríveis, Ratattouille), mas pqp!
No Brasil, ele apenas passou, na tela grande, no Anima Mundi de 2000, primeiro ano da Praça Animada, ao lado do Centro Cultural dos Correios e Telégrafos. Quando perguntei a um dos diretores do evento sobre um longa comercial sendo passado em uma mostra de autorais, ele disse que não tinha a ver com o perfil, mas era um filme tão foda que, quando souberam que ia sair direto pra vídeo, ele tinha que ser passado em algum lugar com tela de cinema, para fazer a justa homenagem. Não pude concordar mais.
Lembro dum camarada na platéia, na fila atrás de mim, espontâneo, quando as luzes se acenderam, "Titan Aé o caralho!!! Isso é que bom!!!"
Indeed.
Ok, eu sou um fã babão do Brad Bird (Os Incríveis, Ratattouille), mas pqp!
No Brasil, ele apenas passou, na tela grande, no Anima Mundi de 2000, primeiro ano da Praça Animada, ao lado do Centro Cultural dos Correios e Telégrafos. Quando perguntei a um dos diretores do evento sobre um longa comercial sendo passado em uma mostra de autorais, ele disse que não tinha a ver com o perfil, mas era um filme tão foda que, quando souberam que ia sair direto pra vídeo, ele tinha que ser passado em algum lugar com tela de cinema, para fazer a justa homenagem. Não pude concordar mais.
Lembro dum camarada na platéia, na fila atrás de mim, espontâneo, quando as luzes se acenderam, "Titan Aé o caralho!!! Isso é que bom!!!"
Indeed.
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