terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Cubatão, quem diria...
Enquanto isso, o governo de então, dizendo que era bobagem de ambientalista, não queria baixar aquela que era a maior arrecadação do país. Claro, as crianças nascendo sem cérebro devia ser coincidência.
A Cubatão das crianças acéfalas, da explosão e incêndio de Vila Socó, dos recordes globais de poluição, ficou na História. O que apareceu foi uma cidade com 98% de redução de poluentes na atmosfera, com o verde voltando a dominar suas encostas, uma população em moradias decentes e conscientes da importância do ambiente em sua cidade, praticamente renascida das cinzas.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fim de ano animado!
Sexta próxima, dia 12, teremos A Princesa e o Sapo, da Disney, sendo o primeiro desenho animado da Casa do Mickey que basicamente é animação a traço desde o fraquíssimo A Vaca vai pro Brejo (e como...), quando os executivos de então deram por encerrado fazer animação "de traço" porque, segundo as antas d'antanho, "3D é o que vende hoje em dia", tendo como base as cifras de Shrek e o que saia pela Pixar, em comparação com obras automaticamente cheirando a mofo como Irmão Urso (Disney) ou Spirit - O Corcel Indomável (Dreamworks), para não dizer a infelicidade financeira de projetos caríssimos como Atlantis e O Planeta do Tesouro (este, o primeiro caso sofrido pela Disney de prejuízo vindo de uma longa de animação).
Mas desde que parte do staff criativo da Disney é da Pixar, logo após a compra desta por aquela, esta bobagem - que custou o emprego de 300 animadores do dia pra noite - acabou.
A Princesa e o Sapo tem, ainda, a primeira "princesa Disney" que é negra, e há uma certa sensação sobre divulgar isso. Aparentemente o não-caucasianismo da Princesa Jasmin, de Aladdin, não contou. ;-) A trilha sonora, da última vez que soube, é jazz "raiz", bem das antigas. Acho, inclusive, que a estória se passa na Nova Orleans de 100 anos atrás, ou algo assim.
Sexta, 18 de Dezembro, teremos o tão aguardado Avatar, de James Cameron. Apesar de ser um filme 'filmado', live-action, ele tem sequências inteiras de computação gráfica 3D, especialmente quando no mundo alienígena onde parte da trama se passa. Meio o caminho trilhado pela nova trilogia de Star Wars, The Matrix, o O Senhor dos Anéis e outras obras, onde a inserção de computação gráfica 3D passa, de mera "decoração", a um elemento importante na narrativa, indo além dos cenários para montar, ou co-montar personagens irreais, contracenando com atores.
Vamos ver como ficarão!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Primavera dos Livros 2009
Durante algumas horas, distrai-me por inúmeros títulos de muita coisa boa e bonita, com descontos bons, via de regra. Revi amigos e conhecidos que não esperava (todo mundo que marquei furou), conversei com livreiros. Havia algumas barraquinhas de comes e bebes (cheguei um cliente tarde demais para a água de côco), e uma inesperada e ótima trilha de rock'n'roll de fundo, nada agressivo ou intrusivo. Diversas famílias ali, provavelmente porque aquela jóia que é o parque do Museu normalmente é frequentado por público semelhante.
Havia uma barraca de leitura de textos e poesias infantis. "- Dedicado às mulheres negras, que tanto fizeram por nós, não?" As crianças, claro, queriam mais era pular com os mini-puffs.
O evento produziu um belo catálogo, conciso, com uma página por editora associada com informações básicas e três títulos que quisessem promover. Vi muitas coisas legais, mesmo, pena que nem todas pude comprar:
História da Arte Brasileira para Crianças: uma excelente idéia em meia-dúzia (o site diz quatro, mas lá me mostraram seis) de volumes, esta coleção traz em texto conciso e belos exemplos ilustrado o tema para um público mais jovem, sem afugentá-los. De Nereide Sclilaro Santa Rosa, Edições Pinakotheke, 2002 (o site do catálogo indica outra editora, não entendi nada).
A Odysseus Editora concentra-se, mas não exclusivamente, em tudo o que tiver cara de Grécia Antiga, fazendo jus ao nome. Uma coleção de clássicos de mitologia grega recontados para jovens de Menelaos Stephanides, autor bastante popular na Grécia, vem sido apresentada por eles.
E o que arrematei:
Antes de Colombo Chegar, de Adriano Messias, ilustrado por Vanessa Alexandre. Compila em português e espanhol, para o público infantil, lendas astecas, maias e incas. Alis Editora, 2009.
De Engenho a Jardim - Memórias históricas do Jardim Botânico, Cláudia Braga Gaspar e Carlos Eduardo Barata. Pela Capivara Editora, que também tem um belo álbum da coleção de fotografias da Princesa Isabel.
De vez em quando eu voltarei a este post, caso eu lembre de algo que valha à pena mencionar, estou certo que há.
Por último, gostaria de parabenizar ao evento por provar que pode ser feito uma feira de livros onde não estejam à venda esotérico, dieta ou auto-ajuda.
Espero me lembrar da PdL ano que vem!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Lançamento do Godô!
"O Godô dança será lançado
sábado, dia 12 de dezembro de 2009,
das 11h30 às 14h,
na Livraria Sobrado,
na Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP.
Vai ter contação de estória para os pequenos.
Espero vocês lá!"
Original aqui.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Primavera dos Livros
Bohemian Rhapsody de uma forma que você nunca esperou...
Não pode ser mais legal!
Como assim, nenhuma emissora no Brasil tem interesse de passar o Muppet Show!?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Emile Reynaud
Ao ver a projeção dos Lumiére, e entendendo que o processo deles era bem mais rápido, acreditou estar obsoleto e anteviu sua própria falência. Em um ataque de depressão, pegou toda a sua obra - filmes e maquinário - e jogou no Sena.
Le Pauvre Pierrot é uma das poucas obras que sobraram aos dias de hoje. Na entrada anterior do blog, falei do Dia Internacional da Animação. O 28 de Outubro não é por acaso, foi escolhido por ter sido a primeira exibição conhecida de Reynaud.
É curioso ver a escolha do tema. Com personagens como o pierrô e - imagino - o clown em cena, isto me parece demonstrar a popularidade do gênero - harlequinades -, também presente em muitos livros infantis, do outro lado do Canal da Mancha.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Dia Internacional da Animação
Aliás, tem sessão no Odeon, pelas 19h. Devo conferir.
domingo, 11 de outubro de 2009
O Segredo de Kells
Em um mosteiro, o mais fantástico dos livros precisa ser concluído e mostrado ao mundo. Esta misteriosa tarefa é dada a Brendan, um menino de apenas 12 anos. Para completar o lendário livro de Kells, ele conta com os ensinamentos do mestre Aidan e com a ajuda de Aisling, uma misteriosa menina-lobo. E ainda desobedece ao seu amado tio, o Abade Cellach, se perdendo na floresta encantada onde a força de uma serpente diabólica protege o incrível olho de cristal. Mas este é apenas o começo da jornada para Brendan se tornar o mais especial dos escribas.
O que a sinopse não conta exatamente é que o filme inteiro se baseia em iluminuras medievais como tema - a confecção do tal livro - e como estética: todos os cenários (lindíssimos, estupendos) e personagens não apresentam perspectiva, apesar de certos momentos sugerir ambiente em três dimensões.
Técnica mista, usando animação no papel, Flash e algumas modelagens em 3D, O Segredo de Kells apresenta o pequeno mundo do jovem Brendan como algo incerto e conflituoso: na Idade Média, uma ordem de monges monta uma pequena fortificação que defenda fugitivos dos impiedosos ataques vikings à região, abandonando mesmo sua vocação inicial, a de ilustrar e criar livros. Mistério e magia aguardam Brendan, enquanto ele alastra os limites de seu mundo, e dá vazão à mesma vocação que os monges acabaram por abandonar.
É muito curioso pensar como isto não foi um tema até agora de uma animação, ou ao menos não que eu conheça. A coisa mais próxima disto - e olhe lá - que conheço é uma versão animada da Tapeçaria de Bayeux.
Muito para minha surpresa, descobri ainda agora que o Livro de Kells realmente existe, e é um dos textos bíblicos mais belamente ilustrados na Idade Média, ainda que tenha ficado incompleto. É de origem irlandesa, com a arte local influenciando a arte do manuscrito.
Apesar de estar no FICI, cabe notar que este é um filme "para criancinhas européias", como brincou meu amigo: não é um filme leve, não há exatamente um ponto de alívio na trama... há uma tensão e uma tristeza de fundo, apesar de qualquer sucesso do protagonista.
Mas é um filme belíssimo, independente do que.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Rio 2016
Os números do Pan preocupam até hoje: se não me falha a memória, dos 700 e algo milhões inicialmente orçados, a festa toda foi a mais de um bilhão de reais. Pergunto-me: ora bolas, não são os Jogos internacionais? Deveria haver um comitê igualmente internacional para fiscalizar as contas.
Enfim...
Adendo: Em 2006, Montreal finalmente pagou por seu estádio olímpico... de 1976.
Adendo 2: excelente artigo, no dia 2/10, sobre o assunto no Gravata.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Campanha futurística da AT&T...
Decerto que mais do que fazer previsões para o que seria em 10-15 anos, ela estava já propagandeando seus projetos. De qualquer forma, é muito interessante.
Dica: blog do Estadão.
domingo, 20 de setembro de 2009
Off-Bienal
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
FC Blog
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Virtuality
A história: em mais um ou dois séculos, o meio-ambiente estará tão alterado que a raça Humana encara sua própria extinção. Uma nave é construída para alcançar um sistema solar próximo ao nosso – Epsilon Eridani (vizinhança famosa) – levando uma dúzia de cientistas, que esperam alcançar o sistema em tempo hábil e determinar se há um mundo colonizável.
Até ai, o plot básico não é exatamente novidade, a nave que busca por um mundo novo é de, pelo menos, Patrulha Estelar (longa novíssimo para 12 de Dezembro próximo). O que cai matando é o tratamento: ao invés do ponto central ser somente o sucesso da missão ou algo mais técnico, o que realmente importa na história é a viagem em si, que deixa o ponto central do filme focar – como em BSG Galactica – nos dramas humanos, explorados de duas formas: para ajudar a saúde mental dos tripulantes, um complexo sistema de realidade virtual existe, permitindo que os tripulantes programem seu relax como quiserem com o assunto que preferirem, sozinhos, a dois ou mais. É um programa de realidade virtual, ao invés de um holodeck como em Jornada nas Estrelas, com visores especiais, mas que substitui a realidade 1.0 o suficiente para as sensações vividas serem fortemente prazeirosas, ou igualmente traumáticas.
A realidade virtual como ferramenta importante na construção de tramas e relações está presente, também em Caprica, spin-off de BSG Galactica, cujo telefilme homônimo recebeu críticas positivas e um go para se tornar série, em breve – and then there was much rejoicing.
A segunda forma de exploração dos dramas é uma idéia que eu achei fenomenal: bancada por uma poderosíssima corporação financeira, eles resolvem que não basta a sobrevivência da raça humana como forma única de pagamento: a tripulação é submetida a um constante reality show de si próprios. Com direito a “confessionário”. Não ajuda muito o psicólogo da equipe ser também o operador da mesa de edição da nave, recheada de câmeras para tudo quanto é lado. Conflitos e pequenas baixarias fazem o deleite de 5 bilhões de telespectadores, enquanto esperam, de boca aberta cheia de dentes, pela morte chegar. Ah, e a rede de tv que transmite esse programa é a própria emissora deste telefilme, nenhuma outra que a Fox Television.
Como Ficção-Científica, é algo que se aproxima bastante da hard s.f., tendo a nave – com o ominoso nome de Phaeton – gravidade artificial através de um carrossel e não podendo ultrapassar a velocidade da luz. O sistema de propulsão é baseado no modelo Órion, em que explosões nucleares são utilizados para impulsionar um veículo. Pormenores – porém jamais insignificantes – físicos podem ser discutidos, mas em termos de subgênero, para a televisão talvez seja as good as it gets.
(o que faz lembrar um pouco 2001 - Uma Odisséia No Espaço, assim como pela presença do computador central que, sempre com uma voz calma e ponderada, nunca tem exatamente idéia do que acontece, apesar de seu olho brilhante em todos os aposentos da nave.)
Mas não foi aproveitado: ao que tudo indica, ficou mesmo só no telefilme. Impera a mediocridade, creio... bem, é a Fox. :-/
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Bienal? Thanks, but no, thanks.
É longe pra burro, de "centro" o Riocentro não tem nada.
Vai uma ga$olina. Tem que pagar pra entrar. O estacionamento ainda deve dar um desconto se você compra acima de x, mas não tenho certeza: ele é pago, de qualquer forma. Lá dentro você anda que nem um dromedário, já deixa outra grana em alguma lanchonete.
Tudo isso para... pagar pelo mesmo preço das livrarias, porque as editoras não querem, por duas semanas, competir com suas distribuidoras.
Como não tem nada específico ali, que eu saiba, que me interesse... passo. Ir por ir ou por qualquer glamour do evento, para dizer que foi à Bienal, desculpe. Nessas horas acho a Primavera dos Livros bem mais simpática.
Estarei muito provavelmente no Off-Bienal, aliás.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Sir John Tenniel

Ilustrador inglês do Século XIX, que ficou mais famoso por suas ilustrações para Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho, de Lewis Carol. Também era chargista, de olho no clima político da época.
Em Alice, seus desenhos se tornaram indissociáveis da obra escrita. O filme da Paramount, de 1933, assim como a obra animada da Disney (1951) se basearam visualmente nas concepções de Tenniel.
O blog de Melk Azedo faz uma breve demonstração:



Uma comparação, de três "Alices", pinçadas lá do Ambidestria.Por John Tenniel:

Por Arthur Rackham (o cara que eu adoraria ter visto poder ilustrar Tolkien):

Versão animada da Disney:

Apenas para por um pouco de beleza por aqui, de vez em quando. Andei lendo mais do que pensava ler sobre o assunto, e decidi postar aqui.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Divulgação: Podcast no Aguarrás, Danilo Salvego
Está no ar o primeiro podcast do Aguarrás, com o fotógrafo, designer e artista plástico Danilo Salvego.
O podcast do Aguarrás tem uma periodicidade quinzenal e o próximo, do dia 21 de setembro, é com o poeta Oswaldo Martins.
Por favor me ajudem na divulgação!
sábado, 5 de setembro de 2009
Deixa ver se eu entendi...
...
Ou seja, para ajudar as pessoas a lerem... eles vão aumentar o preço dos livros... é isso?
UPDATE: Artigo no Estadão sobre isso.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
É impressionante...
Pinçado da dona moça aqui, também muito tensa com o assunto.
O lance é que a AAL deve seguir o conceito, imagino, da ABL, que foi fundada nos molldes do Petit Trianon francês, não uma academia de lletras, mas uma assemblléia de notáveis daquele país.
A ABL, no passado, para apoiar JK na ditadura, quis tê-llo como imortall, baseando-se também em seus discursos. Pouco antes de morrer, Ullysses Guimarães também seria candidatávell, idem pellos discursos.
Só isto expllicaria - não disse justificaria - Quintana sendo deferido - por uma terceira e úlltima vez - por um certo senhor feudall contemporâneo.
Descullpem os erros de digitação no post. Minha tecla llllllllll anda meio nervosa, hoje.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Engraçado...
Hoje, parece que vivemos sob a ameaça criacionista. :)
Os comunistas estavam próximos ao poder, os criacionistas estão próximos ao poder.
Os comunistas estavam se infiltrando em nossa rede de ensino, os criacionistas estão se infiltrando em nossa rede de ensino.
Os comunistas eram tão recheados de boas intenções que não havia espaço para um raciocínio crítico, os criacionistas são tão recheados de boas intenções que não há espaço para um raciocínio crítico.
Como será a nossa Redentora?
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Todos os nossos 1984...
1984 talvez seja a obra das obras sobre um governo totalitário e realmente opressor, que chega a ponto de reescrever a História, adotando para si as glórias e feitos do passado, remover artigos de jornal que criticassem o Partido, etc. e tal. Crítica ao stalinismo na época, mas que hoje em dia transcende ideologias ou suas ausências, sendo uma metáfora de qualquer sistema opressivo.
Recebi, com entusiasmo até, a notícia de que na Califórnia, por decreto do Governator, todo o sistema público de ensino iria adotar uma forma semelhante ao kindle, do que entendi, como livro didático: a idéia é, assim que confirmadas fossem novas descobertas, a disponibilização in promptu aos alunos. Achei isso muito legal, mesmo. Mas comecei a divagar, pelas obscuras ruelas mal-iluminadas dos meus achismos, de que um belo dia os alunos poderiam ligar seu kindle e *plim*: A Terra tem 6.000 anos de idade. Tenha um bom dia, cidadão.
Para não dizer, talvez toda uma, digamos, História da Pedagogia esteja ameaçada, e suponho que isto tenha a sua relevância.
E, é claro, começa a feira de erros: os direitos do consumidor. Ora, se fosse na vida real, alguém da livraria poderia entrar na minha casa e pegar um livro que comprei de volta, deixando o dinheiro pago por ele, sem antes me consultar? Não sem algumas cadeiradas no processo.
(Ainda digo: é culpa do Bill Gates. :) A M$ é que tem essa mania de fuçar no seu sistema operacional sem te consultar, já que você, macaquinho, não sabe mesmo de onde vêm as bananas. Tornou-se tradição na informática.)
Deve ter alguma tese, em algum lugar: nunca a geração, veiculação e, consequentemente, acesso à informação esteve tão facilitado na História, e igualmente, nunca esteve tanto a perigo: não somente de manipulações espúrias como esta, mas considere deixar seu palm cair no chão da altura da mesa. Considere deixar sua agenda velha, papel, do seu andar.
E ai, ainda por cima, leio o motivo do qual logo uma livraria incorre em ato tão trevas: eles não querem trabalhar com títulos sem direitos autorais. Outro catatau de erros a ser destrinchado.
Semana Internacional de Astronomia
A programação do Planetário vai desde palestras com tradução simultânea, exposição de fotografias até coquetel de abertura, entre outros. Para o presidente da Fundação, Celso Cunha, é uma honra receber um evento desta envergadura no Planetário. - Temos uma grande preocupação em unir entretenimento e difusão científica. O Ano Internacional da Astronomia vai permitir que a sociedade tenha mais informações e conheça, sem preconceito, como funciona a mente do cientista. A Fundação Planetário se sente orgulhosa em participar desta missão de difundir a ciência e, em particular, a Astronomia, promovendo com isso a inclusão de diversos setores da sociedade.
No Portal G1, mais informações:
Quem não é sócio da IAU também pode aproveitar a presença dos grandes nomes da astronomia que estão no Rio. Paralelamente à assembléia, três palestras serão realizadas no Planetário da Gávea, na Zona Sul do Rio, com entrada franca.
No dia 5 de agosto, às 19h30, Jim Bell, da Universidade de Cornell, mostra as curiosidades sobre o planeta Marte. Dia 7, às 18h, Franco Pacini, da Universidade de Firenze, debate sobre o legado de Galileu. E no dia 12, às 19h30, Françoise Combes, astrônoma do Observatório de Paris, fala sobre o nascimento e a vida das galáxias.
Além do Planetário, o público que passar pela Cinelândia, no Centro, a partir desta terça-feira, poderá participar de atividades relacionadas à astronomia, em uma tenda de 450 metros quadrados. Parte da programação do encontro da IAU, o evento “Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela” oferece exposições, atividades interativas, oficinas, planetários infláveis, palestras de curta duração e observação do Sol por meio de telescópios.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Homem na Lua, 40 anos
Diz minha mãe que ela me levou pra sala, diante da tv. Meses de idade, eu queria mais era dormir.
Eu ainda não era eu, é claro.
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 18 e 19/07/09
Domingo, 19, foi bem puxado, fechamos a fila às 16:30. A massinha, uma hora antes. Assisti a sessão de premiação das 21h. Muito coisa francesa, excelente, excelente! A lista dos ganhadores vai aqui.
Jousé e o Pé de Macaxeira é excelente, uma bem-humoradíssima versão de João e o Pé de Feijão. Parabéns, Diogo! Our Wonderful Nature é de se escangalhar de rir. French Roast já havia visto na estréia, que bom que ganhou também um prêmio. Skhizein é apenas esquisito, e vale conferir. Paul e o Dragão, que levou o melhor curta-metragem infantil, talvez pudesse ser um pouco mais curto. Fora isso, é uma história de superação, de um menino que desenvolve um câncer e que lida com isso através do imaginário. Compradores da tristeza alheia, beware. Ainda que acabe tudo bem.
Então é isso. 15 Animas. Que venha a 16a.
sábado, 18 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 17/07/09
Mãe e filho compareceram pelo terceiro dia consecutivo. O menino disse que era pra compensar todos os anos que ele não pôde entrar.
Apareceu uma senhora com os filhos que sempre vêem, "só pra dar um alô". O filho esticou como chiclete. O que estão dando no nescau dessas crianças? Mas não ficaram para desenhar, era só pela simpatia, mesmo. Compensações e compensações deste festival.
Hoje, reta final. Dia lindo, lá fora. Vai ser concorrido!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 15 e 16/07/09
A UPA quebrou muito com a estética formal, talvez a coisa mais próxima de um clacissismo da animação, da Disney, enveredando por saídas estéticas e funcionais que ao mesmo tempo obedeciam a necessidades de orçamento mais baixo - era o início da chamada 'animação limitada' - e que também podiam experimentar. Dessa época veio tanto Mr. Magoo quanto, mais tarde, o design de personagens para a Hanna-Barbera de gente muito querida de todos como Os Flintstones.
Nos estandes, tudo tranquilo...
Hoje teve o maior dia de atendimentos até então, 92 animações completas. Três ou quatro Michael Jacksons, e isto, só hoje. Engraçado ver com os grandes eventos são traduzidos na hora da experiência pelo grande público: 11 de Setembro, Copa do Mundo, etc. Uma menina se enrolando toda pra desenhar um moonwalk chegou a exclamar que não sabia porque havia escolhido aquilo, pois nem gostava tanto assim dele.
Não fiquei para ver as sessões... canseira e fome. Amanhã prometo ver as duas, das 19 e ds 21.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Anima Mundi - Diário do Estúdio Aberto - 14/07/09
Consegui ficar para ver alguma coisinha. Peguei o final da sessão das 19h na Praça Animada, a Curtas 12 (para a programação online do evento no Rio e em Sampa, clique aqui). Não estou conseguindo encontrar o programa para dar nomes aos bois, mas também só vi os últimos três, e é fácil identificar: é uma sessão que termina com o magnífico Presto, da Pixar.
Antes tem um estoniano, Inherent Obligations (é, lembrei), de pixilation com stop-motion. Esteticamente tem coisas muito interessantes, mas acho que se perde um pouco. Vale pela crítica à questão do reality-show que, pelo visto, também é uma praga naquelas latitudes e longitudes. Tem no Youtube, mas não está completo... não consegui ver se o resto está lá.
E antes desse, um que depois ponho o nome. Mas é um CG 3D que imita um pouco animação de recorte de papel, trabalha com uma perspectiva propositalmente errada... o pouco que vi deste achei interessante.
"Felipe, pode cuidar da câmera para filmar o pessoal do Bolt?" Claro que posso. E, assim, cuidei da câmera para uma palestra interessantíssima que se centrou sobre problemas iniciais de character design do cachorro-protagonista, que levaram a produção a ser interrompida por um tempinho até acertarem a concepção e modelagem (foram atrás de A Dama e o Vagabundo), criação de um manual de do's and don'ts aos animadores e ainda, mais importante: perceberam que os departamentos internos, de animação, modelagem, rendering e um outro simplesmente não se comunicavam tanto assim. Os palestrantes - nomes, depois - contaram que tiveram que fazer algo quanto a isso, puseram todos para dar pitacos e oferecer propostas, em cada fase da produção.
John Lasseter foi um dos produtores de Bolt, eu perguntei depois se essa integração era um método da Pixar, incorporado depois da compra (cough, cough) pela Disney. O animador me respondeu que não saberia dizer, aquele era o primeiro trabalho que ele realizava na Casa do Mickey.
Passou o longa depois, mas não fiquei para assistir.
