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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Primavera dos Livros 2009

Fui ontem, no último dia, de tarde. Mas fui!... após anos só me lembrando de procurar a existência disto quando já havia terminado, finalmente compareci, neste domingo nublado, aos belos jardins do Museu da República, por onde os estandes das publicadoras da LIBRE - Liga Brasileira de Editoras - se espalhavam.

Durante algumas horas, distrai-me por inúmeros títulos de muita coisa boa e bonita, com descontos bons, via de regra. Revi amigos e conhecidos que não esperava (todo mundo que marquei furou), conversei com livreiros. Havia algumas barraquinhas de comes e bebes (cheguei um cliente tarde demais para a água de côco), e uma inesperada e ótima trilha de rock'n'roll de fundo, nada agressivo ou intrusivo. Diversas famílias ali, provavelmente porque aquela jóia que é o parque do Museu normalmente é frequentado por público semelhante.

Havia uma barraca de leitura de textos e poesias infantis. "- Dedicado às mulheres negras, que tanto fizeram por nós, não?" As crianças, claro, queriam mais era pular com os mini-puffs.

O evento produziu um belo catálogo, conciso, com uma página por editora associada com informações básicas e três títulos que quisessem promover. Vi muitas coisas legais, mesmo, pena que nem todas pude comprar:

História da Arte Brasileira para Crianças: uma excelente idéia em meia-dúzia (o site diz quatro, mas lá me mostraram seis) de volumes, esta coleção traz em texto conciso e belos exemplos ilustrado o tema para um público mais jovem, sem afugentá-los. De Nereide Sclilaro Santa Rosa, Edições Pinakotheke, 2002 (o site do catálogo indica outra editora, não entendi nada).

A Odysseus Editora concentra-se, mas não exclusivamente, em tudo o que tiver cara de Grécia Antiga, fazendo jus ao nome. Uma coleção de clássicos de mitologia grega recontados para jovens de Menelaos Stephanides, autor bastante popular na Grécia, vem sido apresentada por eles.

E o que arrematei:

Antes de Colombo Chegar, de Adriano Messias, ilustrado por Vanessa Alexandre. Compila em português e espanhol, para o público infantil, lendas astecas, maias e incas. Alis Editora, 2009.

De Engenho a Jardim - Memórias históricas do Jardim Botânico, Cláudia Braga Gaspar e Carlos Eduardo Barata. Pela Capivara Editora, que também tem um belo álbum da coleção de fotografias da Princesa Isabel.

De vez em quando eu voltarei a este post, caso eu lembre de algo que valha à pena mencionar, estou certo que há.

Por último, gostaria de parabenizar ao evento por provar que pode ser feito uma feira de livros onde não estejam à venda esotérico, dieta ou auto-ajuda.

Espero me lembrar da PdL ano que vem!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Primavera dos Livros

Site aqui, programação aqui.

De 26 a 29 de Novembro, no Museu da República. Oba, melhor que no cais do porto...

domingo, 20 de setembro de 2009

Off-Bienal

Foi ontem, 20 de setembro. Muito legal. Saldo: Valis, de Phillip K.Dick, pela Editora Aleph; Os Meus Balões, de Santos-Dumont, pela BibliEx, além de rever rostos amigos. Pena não poder ter ficado até o fim.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bienal? Thanks, but no, thanks.

Eu repito isso a cada dois anos.

É longe pra burro, de "centro" o Riocentro não tem nada.

Vai uma ga$olina. Tem que pagar pra entrar. O estacionamento ainda deve dar um desconto se você compra acima de x, mas não tenho certeza: ele é pago, de qualquer forma. Lá dentro você anda que nem um dromedário, já deixa outra grana em alguma lanchonete.

Tudo isso para... pagar pelo mesmo preço das livrarias, porque as editoras não querem, por duas semanas, competir com suas distribuidoras.

Como não tem nada específico ali, que eu saiba, que me interesse... passo. Ir por ir ou por qualquer glamour do evento, para dizer que foi à Bienal, desculpe. Nessas horas acho a Primavera dos Livros bem mais simpática.

Estarei muito provavelmente no Off-Bienal, aliás.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sir John Tenniel


Ilustrador inglês do Século XIX, que ficou mais famoso por suas ilustrações para Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho, de Lewis Carol. Também era chargista, de olho no clima político da época.

Em Alice, seus desenhos se tornaram indissociáveis da obra escrita. O filme da Paramount, de 1933, assim como a obra animada da Disney (1951) se basearam visualmente nas concepções de Tenniel.

O blog de Melk Azedo faz uma breve demonstração:




Uma comparação, de três "Alices", pinçadas lá do Ambidestria.

Por John Tenniel:



Por Arthur Rackham (o cara que eu adoraria ter visto poder ilustrar Tolkien):



Versão animada da Disney:


Apenas para por um pouco de beleza por aqui, de vez em quando. Andei lendo mais do que pensava ler sobre o assunto, e decidi postar aqui.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Semana do Museu

Pois é, estamos na VII Semana do Museu, de 17 (domingo último) a 23 de Maio de 2009. No Rio, o Museu Imperial tem toda uma programação voltada para o evento. Um amigo meu que me chamou a atenção para a existência disto, parece que há um tour de ônibus pela cidade, fazendo a rota de diversos museus, mas não consegui ainda ver aonde... fica a dica.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Da Reforma Ortográfica

A dona moça aqui levantou uma lebre interessante: a quem realmente interessa essa reforma ortográfica dos países de língua portuguesa? o fato é que editoras da terra de Camões se beneficiariam de uma só maneira de escrever o texto, ao economizar em versões idiomáticas locais. Será que a indústria livreira brasileira conseguiria resistir? E ainda, será que teremos livre acesso do lado de lá do atlântico, likewise?

domingo, 5 de abril de 2009

E falando nos Incríveis...

... revi hoje de tarde.

Já vinha querendo há algum tempo, tinha mais de ano que não abria o dvd. Pelo menos.

E estava tudo lá. Um dos filmes mais redondos que eu conheço. Uma trilha sonora fenomenal, tudo emoldurando. Uma evocação dos filmes de espionagem (especialmente James Bond, mas não exclusivo a) e séries similares de anos 60/70, seja na trilha, seja no tratamento do tema, até os props - mobiliário, revistas, casas, etc. Tudo sutil, mas está lá, uma vez que ainda é passado nos tempos atuais.

Havia dito, logo abaixo, que é um tratamento similar que ocorre em Monstros vs. Alienígenas, pois evoca filmes B de anos 50/60.

O que me leva a pensar se a tal evocação não é uma forma de se manter o moderno folclore. Explico.

Outro dia, conversando sobre direito autoral com a moça aqui, eu dizia que não acreditava que fosse possível fazer folclore nos dias de hj, além de ficar eternamente citando lendas do passado. Disse ela, "Harry Potter", como exemplo. Já eu disse que ser mitológico não tem model sheet ou direito autoral. Em um mundo em que não dá para patentear "Pinóquio", mas sim sua representação gráfica, como ter esta espontaneidade? Onde a evocação é olhada firmemente por ciosos advogados? Há casos da Disney cobrar de escolinhas e creches seu material pintado na parede, para ambientar crianças. Ou do nosso ECAD invadindo simples festa de criança para cobrar de um pai o direito de reprodução do som da festa (eu não consigo pensar em algo mais fascista, mas enfim...).

Claro que sempre poderá haver crianças, digamos, brincando de Harry Potter ou Senhor dos Anéis entre si (supondo que haja momentos sem o videogame o suficiente para isso, e na verdade crianças que brinquem disso), e brincadeira de criança também é folclore. Ok.

Amigos meus se envolvem com a estranha prática do fanfic: escrita, gratuita para não tomar processo no rabo, de contos de idéias já existentes, como sagas de fantasia, ou até mesmo super-heróis. Por muito tempo achei o fanfic uma boa perda de tempo e criatividade, quando se podia estar fazendo algo próprio (não obstante ter feito o meu As Letais Lágrimas de Lois, que um dia tomo coragem e puxo do fundo do HD). Hoje em dia, entretanto, penso se isso não é uma maneira também de se gerar folclore sobre o que está sedimentado; uma vez que o ser imaginário de hoje em dia, ao contrário de tempos idos, em que várias versões eram apresentadas, por mais até contraditórias que às vezes fossem, eram de quem assim quisessem encarar. O ser imaginário de agora é preso, como citei acima, por direitos autorais e model sheets, e só há uma versão dos fatos a seu respeito (até levando em conta as contradições que não raro grassam em suas próprias histórias, uma vez que todas são igualmente protegidas pela lei).

Ou seja, dá pra haver uma renovação de verdade do folclore, daqui por diante, pelo menos uma que não pise em ovos quanto a questão de ferir direitos autorais (e dai o que Os Incríveis e Monstros vs Alienígenas entraram na conversa)? Não sei. Hoje em dia, as novas idéias, especialmente as que facilmente pegam no gosto do povo, são registradas antes. Será que o futuro do folclore algo a ser ditado pelas regras do mercado? Ou será que o folclore como conhecemos, espontâneo, popular, sem um dono de sua verdade por trás, na verdade chegou ao seu limite natural, face ao que nossa sociedade se tornou?

Mas Os Incríveis continua sendo genial, recomendo muito a todos... :)

É. Hoje foi um dia de verve.

terça-feira, 24 de março de 2009

Todos Iguais Pela Música...



... porque batucar na lata colorida, como diz o Mauro Amaral, é o c&¨%$#@! Cultura, projeto cultural, no sentido de construir uma nação, é o que vemos acima.

Encontrado no Carreirasolo.org. Boa dica da Carol.