terça-feira, 14 de abril de 2009

Da Reforma Ortográfica

A dona moça aqui levantou uma lebre interessante: a quem realmente interessa essa reforma ortográfica dos países de língua portuguesa? o fato é que editoras da terra de Camões se beneficiariam de uma só maneira de escrever o texto, ao economizar em versões idiomáticas locais. Será que a indústria livreira brasileira conseguiria resistir? E ainda, será que teremos livre acesso do lado de lá do atlântico, likewise?

2 comentários:

Daniel disse...

Já tinha ouvido essa de outras fontes. Caso de lobby, decerto, mas duvido que tenha sido significativamente forte. A idéia que um determinado livro vai de lá vai vender melhor cá porque deixará de grafar "acção", "direcção" e congêneres - enquanto mantém as conhecidas e diferentes expressões idiomáticas - é, na melhor das hipóteses, ingênuo.

Na pior, está tirando uma com a minha cara.

Vão ler Saramago, preguiçosos :-)

Carolina Vigna-Marú disse...

Daniel,

Expressões idiomáticas existem mesmo dentro de um mesmo país, como por exemplo o sentido de obra no sul e no norte brasileiros.
As (boas) edições de textos que não sejam romances regionais evitam este tipo de coisa e unificam para um mesmo país, que dirá para 3 ou 4. Ou, quando são mantidas estão dentro de um contexto literário que a suportam e embasam. Taí Machado de Assis que não me deixa mentir. A grafia unificada não garante venda, mas garante uma única versão. E isso, por si só, já é motivo...

De toda forma, dizem as más línguas que o grande mercado é o africano, não o brasileiro, mas isso é outro assunto...

E eu leio Saramago, não sou preguiçosa, não estou tirando com a sua cara, não sou ingênua e conheço o mercado bastante bem.

Visto daqui o ingênuo é você, caríssimo.

:*