Mostrando postagens com marcador super-heróis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador super-heróis. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Spoilers abaixo.

Assisti. Gostei, enquanto filme de Super-Heróis, dou nota 9.

Ok, Heath Lodger é o Coringa, e sempre será. Ele realmente leva o filme, e Aaron Eckhart também manda muito como o Duas-Caras.

Gostei de ver uma Gotham City menos quadrinística e mais realista. A fotografia não puxava para certos exageros coloridos, a idéia toda era uma trama mais densa, psicologicamente, até. É o Batman dos quadrinhos como A Piada Mortal ou O Cavaleiro das Trevas, que foram sumariamente ignorados na época pelo senhor Tim "eu nunca li quadrinhos do Batman" Burton, resultando em filmes merdianos. Sabem, ler quadrinhos aqui é fazer o dever de casa. E dado o grande número de citações, sutis, na maioria delas visuais, o dever foi muito bem feito.

Elenco que tem Gary Oldman, Morgan Freeman e Michael Caine não pode dar muito errado, convenhamos. Infelizmente, talvez haja um excesso de personagens na trama, o que às vezes me passou a idéia de algo meio burocrático (não tão ruim como Indy IV, decerto). Deu também a impressão que algumas montagens me pareceram excessivamente confusas. Pelo menos a cena da invasão da cobertura do Bruce meio que foi corrida, e de repente acabou, digamos. No mais, o dilema final lembra muito os de Homem-Aranha 1 e 2. Claro que o aracnídeo deu mais sorte e pôde salvar Mary Jane E um ônibus cheio de gente; e o ranzinza povo de NY topou encarar Otto Octavius para defendê-lo.

E é bom ver o diretor se corrigindo do primeiro filme, onde Batman deixa pra morrer Ras al'Ghul. Nyet.

Havia crianças pequenas na sala. Não sei se é boa idéia, tem umas coisas ali que talvez possam impressionar.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Incrível Hulk

Spoilers, tá, gente?

Uma lição que nós temos desse filme é que é os Super-Heróis podem ser das propriedades intelectuais mais difíceis de se ter um trabalho (por demais) autoral, especialmente se falamos em cinema: ele são por demais prisioneiros do gosto popular e da cultura pop.

É só comparar com o Hulk de Ang Lee, que apesar de alguns momentos interessantes, teve coisas absurdamente desnecessárias além um roteiro sobrecarregado de dramas, não obstante Eric Bana e a estonteante Jennifer Connely como Betty Ross. Ou lembrar dos filmes de Batman do Tim Burton, que publicamente dizia nunca ter lido nada nos quadrinhos do personagem (e que só parecem que são bons hoje porque logo em seguida vieram os filmes do personagem dirigidos pelo Joel Schumacker, para realmente se saber o quão ainda podia se piorar).

O Incrível Hulk é mais um filme produzido pela própria Marvel, ao invés de outros estúdios, e é um filme bem mais ao gosto do fã, com bastante ação e direto ao ponto, porém mantendo a carga dramática do personagem.

Ignorando o filme de 2003, este filme começa, entretanto, onde o outro teoricamente pararia, com Banner longe de tudo e de todos, tentando encontrar uma cura, ao mesmo tempo que tenta se esconder, após sua terrível origem -- contada em retrospecto em flashes pelos créditos de abertura, uma maneira ágil e bem sacada de não ter que repetir tudo que um outro filme recente, bem ou mal, já apresentou.

Mas também não é a mesma origem do outro ou a clássica dos quadrinhos, mas, surpresa: tem muito a ver com a antiga série dos anos 80 (e aqui também temos outra participação de Lou Ferrigno), com um experimento em laboratório mal-sucedido (aparelhagem bem similar à cadeira de raios-gama). A vida itinerante de Banner é explorada, e em dado momento até aquela música triste ao piano, no final de cada episódio, é tocada - ei, tem Jack McGee no filme! Um Jack McGee, pelo menos.

As referências nos quadrinhos dão a mão à linha Ultimate, como foi com o excelente filme do Homem de Ferro, e o elo entre os filmes continua sendo construído: dessa vez é o próprio Tony Stark - sim, por Downey Jr. - que vem falar de um grupo sendo montado ao final do filme (mas não dos créditos) ao General Ross (pelo sempre ótimo William Hurt).

Falando em elenco, todos estão muito bons: o citado Hurt; Edward Norton, versátil como sempre; o ótimo Tim Roth como o Abominação e, bem, pena que Jennifer Connely tenha sido cartucho queimado no outro filme. A princesa elfa que me desculpe, mas os olhos-gama de La Connely são insuperáveis.

Além da presença de Stark, a semente está lá para futuros filmes, na promessa do surgimento de um clássico vilão do Hulk.

É, de fato, uma boa época para os filmes da Marvel, e de Super-Heróis em geral. Sugerindo que O Homem de Ferro tenha nota 10, este filme é nota 8, mole.

Nos trailers, o do novo Batman, uma refilmagem em 3D de 'Viagem ao Centro da Terra' (galera da labirintite, cuidado: vertiginooooso...), um teaser de Kung Fu Panda e o meu próximo filme esperado, a comédia de Super-Heróis Hancock.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Os Doze Reis...

... já ouvi uma variante que seriam 36, mas Jorge Luis Borges, em seu O Livro dos Seres Imaginários, conta que eles são os 12 homens e mulheres justos, pelos quais Deus não dá um ctrl+alt+del geral e acaba com tudo logo de uma vez.

Talvez um eco com a passagem de Sodoma e Gomorra, quando Abraão procura interceder por seus habitantes, e Jeová diz que mesmo que houvessem somente dez justos na cidade, Ele não a destruiria.

Nunca ouvi falar de Irena Sendler até o jantar de hoje, quando no Jornal Nacional se anunciou sua morte aos 98. Perda minha. Enfermeira, assistente social, procurou ajudar os judeus do Gueto de Varsóvia, ao risco de vida. Contrabandeou 2.000 crianças para fora, para conventos, famílias católicas, etc. Presa e torturada pela Gestapo, foi solta por suborno a oficiais nazistas feito por movimento de resistência Zegota (Conselho de Ajuda aos Judeus), que ainda assim a soltaram em uma floresta, com braços e pernas quebrados.

Enfim.

Acho que uma dos Doze, da geração atual, finalmente foi descansar. Esse é o olhar que eu acho que gostaria de ter, se conseguir chegar aos 90. Um olhar leve, tranquilo, de bem com a vida. Mesmo tendo passado pela boca do inferno.

segunda-feira, 5 de maio de 2008