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terça-feira, 15 de abril de 2008

Enfim...

9:30 da manhã, ou o que o valha, um amigo meu me liga. Já esperava o que era. Sua mãe estava muito doente, e uma semana antes havia entrado em coma, induzido.

Não deu outra.

Velório no Memorial do Carmo, onde já fui a enterro do pai de outro amigo meu, pro enterro no S. Fco. Xavier, onde tenho certeza que também já fui a um funeral. Meu dia não tinha como ser diferente.

Falei pela última vez com ela em torno do Natal ou Ano Novo, se não me engano. Confesso que sempre admirei a maneira generosa que acolheu a nós, amiguinhos trogloditas do filho, para longas partidas de RPG por anos a fio, apesar dos uivos incansáveis até, se bobear, duas da madrugada. Tenho na memória alguém gentil, inteligente, firme, e que por essas agradáveis coincidências do destino, tinha certos elos de amizade ou parentesco em comum com minha família, independente se cheguei a conhecer ou não seu filho.

Ela agora descansa, finalmente. Começa também o descanso dos vivos.

E, sinceramente, não recomendo este Abril de 2008 para ninguém.

UPDATE 20/04/08 - E, em meio à tristeza e a dor, vida. Sexta última, meu amigo confirmou a notícia de que será pai, por volta do fim do ano. Curioso como as coisas têm o jeito de se arrumar, por vezes.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pô, não era para ser assim...

Abro o e-mail agora de manhã, e recebo a notícia da morte de um amigo. Câncer.

Inteligente, sabia de informática. Tinhamos vários gostos em comum, e alguns bons amigos. Curtiu a vida, ou assim sempre me pareceu. Só não precisava ter sido dessa maneira.

Não o via fazia três anos. Questões de horário, sempre, ao ponto que acabamos por nos distanciar.

Falando com um amigo em comum, vemos que temos, na memória, a imagem dele sempre sorrindo, rindo, falando alguma besteira. Pois é.

No fundo, não há muito o que dizer, nessas horas. Resta absorver o choque.

Descansa em paz.

Sexta, 4 de Abril de 2008

Ainda ontem, à noite, encontrei um amigo em comum com o falecido. Era outro que, sentia, sonegava havia tempos, e que no momento era com quem eu poderia sentar e nos reconhecer, um no outro, o falecido. Tivemos ótimas horas, em uma lanchonete no Jardim Botânico, comendo e rindo e falando besteiras, falando de filmes, livros e séries que ou víramos ou nos prometemos ver para comentar. Sua esposa apareceu depois, e continuamos a noite, até a hora de despedirmos. Conclusão mútua era de que o falecido adoraria ter participado daquela conversa, e que talvez, do outro lado, estivesse feliz de nos ver. E que precisávamos de um momento como aquele.

Espero que possamos ter mais desses momentos. Sem precisar que a tragédia nos una.