sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Horror...! o Horror...! - III

A esta altura do campeonato, pra vereador, eu chutaria que:

Tem nego com proposta de verdade, em geral quem já tem um passado político.

Tem nego ali apenas para se lançar e ficar mais conhecido com o tempo.

Tem nego ali que só pode estar de sacanagem.

Curioso o número de patentes: capitão isto, tenente aquilo, sargento tal.

Alguém comentou no jornal que o TRE podia dar uma faxinada: candidato tem nome e sobrenome. Lula teve que acrescentar o apelido ao nome, se quisesse que fosse eleito, por um vasto eleitorado que não tinha a menor idéia de quem era Luís Inácio, já de tempos atrás.

E ai o Globo, só pra aporrinhar, publica numa pequena box sobre a câmara de vereadores de Berlim: só trabalham de 9 às 12 e ganham ajuda de custo - sabe como é, à tarde os vereadores têm seus empregos, pagos, de onde tiram seu sustento.

Só pra aporrinhar. Lógico.

Ok, de volta à ativa...


Sério, viram a moça do Juízo Final?

O nome dela é Sarah Pallin, atual governadora do Alasca e escolhida para ser vice do republicano John McCain.

A moça é contra o aborto, topando ter seu quarto ou quinto filho mesmo sabendo que ia nascer com Síndrome de Down. É a favor do comércio e porte de armas. Foi escolhida para atingir o lado (mais) redneck do eleitorado republicano, que, acreditem, McCain não atinge por ser moderado demais. Disse que haveria a possibilidade dos EUA entrarem em guerra com a Rússia em breve.

Arriscando a dar uma de Regina Duarte, eu tenho medo. McCain está com 72 anos. Caso eleito e não viva os próximos quatro anos, a moça ai em cima assume. Ela está toda-toda nos seus 40 e poucos anos. W-Bush disse certa vez que acreditava no Criacionismo. E ela vai pelo mesmo caminho. Há uma filmagem dela presente a alguma neopentecostal onde se pregava que o Alasca era a terra prometida de Deus, e quando o Apocalipse viesse, lá se refugiariam Seus fiéis. O marido é presidente do partido separatista do Alasca.

Sabem, o próprio Deus que nos proteja dos coerentes. Uma coisa é um W-Bush que eu duvido que acredite na porra que for, que só diz coisas para seu eleitorado. Talvez algum dia tivesse acreditado. Claro, não o impediu de fazer a(s) merda(s) que fez, mas isso tem mais a ver com os amiguinhos do petróleo (de quem Pallin pelo visto tb é) do que qualquer outra coisa. Mas pela safadeza nata ou não, ele teve a idade para ajudar a amaciar certas posturas. Pallin está, como disse, toda-toda em seus quarenta.

O quadro dos próximos quatro anos fica... interessante. Da mesma maneira que os EUA chiam sobre a República de Geórgia, país-membro da OTAN, a Rússia resolveu abrir acordo de desenvolvimento para fins pacíficos de um programa nuclear com a Venezuela. Da última vez que se quis mexer no quintal alheio resultou na Crise dos Mísseis de Cuba. McCain tem um piripaque em algum dado momente entre agora e, digamos, uma e por que não? reeleição. Mas acho que vocês já entenderam. É bom, é realmente bom, que o afro-euro-descendente vença.

Que mandou aquela, pouco, digamos, educada até, que não adianta passar batom em um porco, pois ele continua um porco.



Bom ver que não sou eu apenas que está surtando com isto.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"Outros Sentidos" - é sexta-feira!

Relembrando:

"o coquetel de lançamento do meu livro, “Outros Sentidos”, acontece no dia 26 de setembro, entre 18 e 21h, no Espaço Bora Bora (Av. Abelardo Bueno 2.510, Barra da Tijuca, em frente as arenas do Pan). A obra traz poemas meus, fotografias da fotógrafa Elis Regina Nogueira e nanquins e arte digital da publicitária Nanci Silva.

Durante o evento será realizada exposição sob o tema “Os Sentidos” reunindo trinta artistas plásticos cariocas – dez deles pintando ao vivo temas relacionados à obra. Além disso, atores da Companhia Teatral Artisando recitarão poemas do livro. Também compõe a programação show da banda Pegadas Jazz."

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fora LHC!!!

E estamos aqui.

Ontem, de madrugada, varamos a noite eu e mais três camaradas à espera da transmissão do disparo do Large Hadron Collider. Reunimo-nos bem tarde, e saímos só no dia seguinte. Um pouco decepcionados porque a webcasting não tinha emplacado pra gente (é, mais The Big Bang Theory, impossível), o jeito foi apelar pra BBC, dando cobertura integral (melhor que a CNN, que às vezes pincelava o assunto).

Quando veio o disparo, foi curioso ver a reação entusiasmada dos cientistas e a cara de perdida da repórter. Um dos meus amigos foi cruel, "eu não posso ser tão burra, eu tenho um MBA!"

Mas eu lembro quando o - acho - NatGeo resolveu transmitir sobre a revelação de uma pequena câmera oculta da pirâmide de Quéops, que corria por um túnel estreito, com um bloco de pedra impedindo a passagem. O canal ficou falando de Egito Antigo por um mês, anunciando a transmissão ao vivo da revelação da câmera oculta, e blá-blá-blá.

Enviaram um carrinho com uma perfuratriz e uma câmera pelo túnel, furaram a pedra, meteram a câmera e acharam... outra pedra bloqueando a dez centímetros da original.

Enquanto os arqueólogos estavam eufóricos, os apresentadores fingiam que estava tudo bem, mas a cara de "é uma pedra, porra, e agora, o que vamos dizer?" era patente até na dublagem.

Mas quanto ao evento em si, pensava nos bebês de agora, que aos 21 anos levariam uma monstruosidade tecnológica daquelas no pulso, recarregável por movimento corporal, quando pelos 20 anos. E o quão ainda haveriam de rir nesta época, do temor -- desta vez patrocinado até por outros cientistas e grupos seculares -- de que a probabilidade ínfima valesse mais do que tudo, e o planeta tivesse se ido embora devorado por um buraco negro, e fôssemos destruídos por nosso próprio Frankenstein.

Enfim, estamos aqui.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O Horror...! O Horror...! - II

"escluído"

E uma outra no estilo "escolhese", mas que não era essa palavra, o hífen é que levou bilhete azul.

E a fauna continua.

O lado bom, se tanto, é ver um certo no. de candidatos se dizendo contra a aprovação automática nas escolas...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O ABC...



... da Família Addams.

Trevas essa, hein, moça?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dois eventos II

Ficou meio grande ai embaixo, vamos ao segundo.

Sábado fui no I GNUGraf, dedicado a programas de design, audio, vídeo e animação que rodam em plataforma Linux, naturalmente sendo gratuitos. Eu anuncei aqui com - muita - antecedência, deveria ter falado mais próximo... enfim.

60 pessoas para 150 lugares, foi considerado um resultado muito bom, para A) quem realizou este tipo de evento pela primeira vez em B) um sábado C) chuvoso.

Muito bom ver tanta gente realizando com relativa pouca idade este tipo de iniciativa, além de acreditar naquilo que faziam, ali o esforço foi totalmente voluntário. E, realmente, a plataforma gratuita se consolida cada vez mais como uma opção econômica viável para quem quer competir e não pode pagar por programas gráficos de quatro cifras.

A jovialidade, aliás, era a marca. Em um clima de total informalidade, os palestrantes comunicaram o recado perfeitamente com o público, mantendo uma postura profissional na hora de falar ao que vieram, atendendo às inúmeras perguntas sempre; e brincando bastante com a mesma audiência, especialmente quando a "passagem de som", ou seja, a mudança de laptop dos palestrantes ameaçava demorar um pouco. Foi tudo filmado, espero poder assistir em breve.

No link acima, cliquem em Palestras no menu, para terem uma idéia da programação.

Que venha o GNU Graf 09!

Dois eventos I

Quinta passada, no cineclube do MAM, aqui no Rio de Janeiro, passaram uma cópia de Sinfonia Amazônica (1951), de Anélio Latini Filho, que vem a ser o primeiro longa-metragem de animação brasileira.

Anélio foi um lutador, um exemplo do que foi, ao longo de quase todo o Século XX, a figura do realizador de animações no Brasil: um amador se aprimorando em troca de um trabalho ingrato, possuidor de uma paixão única.

Gastou cinco anos para realizar, solitário. Fez sucesso, mas o distribuidor o roubou, mostrando-lhe contas falsas da exibição em outras cidades - a despeito de cartas de fãs que chegavam de várias partes do Brasil, falando das filas nos cinemas. Tentou relançá-lo para captar recursos poucos anos depois, mas uma lei estúpida de então proibia relançamentos, para que novas produções pudessem ter a chance de aparecer nas telas. Iniciativa boa, prática desastrosa, como costuma ser de natureza do Estado. Nos EUA, animações como Branca de Neve são relançadas a cada 10-15 anos sem problema.

Na platéia, a presença de Horácio Young Jr., com seus 70+ anos, que conheceu Latini ainda vivo. Também é profissional de animação, e ainda atua. Emocionou-se ao ver o filme, que aliás vem sendo restaurado. Ano que vem deve sair em DVD. Um breve debate com a sobrinha de Latini, Claudio Bueno, restaurador, um cara do cineclube e os animadores Marcelo Marão e Marcos Magalhães, um dos diretores do Anima Mundi.

Bom ouvir Claudio Bueno, o responsável pela restauração, sobre como ele se envolveu com a obra, e o carinho que lhe dedica. A obra de Latini merece.

Sinceramente...

However, the court will rule on allegations that the experiment violates the right to life under the European Convention of Human Rights.


... eles deviam era apertar o botão agora.

A idiotia não se manifesta agora por temores religiosos ou o que. Mas meteram Direitos Humanos nessa.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Falando de coisas legais...

... o Planetário da Gávea está montando uma exposição de arqueo-astronomia, ou seja, meios que os povos antigos tinham para observar e prever eventos astronômicos. Stonehenge não será mencionado, uma vez que a ênfase será nos povos pré-colombianos. Uma bela reprodução do calendário maia em, creio, 1:1 fará parte da mostra.

E, pelo que soube, os limpos ares de Santa Cruz poderão ser aproveitados pela instalação do primeiro Planetário digital do Brasil. Parabéns, pessoal da Zona Oeste!

Enquanto isso, no Império...

A verdadeira arte americana transcende os conceitos tradicionais de arte: cinema, dança, teatro, etc. Não, é algo que é todo deles, e que eles fazem com maestria impar. E está presente em blockbusters hollywoodianos, em peças da Broadway, lançamentos de foguetes, noticiários e na guerra.

A verdadeira arte americana é a do show. A do arrebate das massas. O 'Oooh!' e o boquiaberto coletivo. Insuperáveis. Isso está agora em evidência na política. Pra que tanta comoção pra se escolher um candidato? Que sistema político torpe é esse, em que se gasta uma grana obscena para pré-candidaturas, que dirá the real deal?

Agora Obama é branco e operário. Um feito impressionante para um senador negro formado em Harvard.

Pois é moça, falou curto e bonito. O que eu acho curioso é que a questão por trás da cor de Obama é mais complexo, mas que não fará diferença alguma. Primeiro, ele não é negro, ele é mulato. Ele é filho de uma miscigenação pouco tolerada naquele país, cuja lógica binária está cada vez mais sendo absorvida por esta nossa droga de país. Mas, ao mesmo tempo que isso potencialmente acende uma chama de discussão maior sobre a importância ou desimportância da cor de um candidato, e a que agenda isto serve, é igualmente irrelevante: não se aceita miscigenação naquele país. Ponto. É raro, é pouco e mal visto, e não se fala mais nisso.

É uma pena. Porque euzim aqui acho que é um feito maior ainda do que um candidato negro com chances reais de presidência.

O Horror...! O Horror...!

O horário eleitoral gratuito começou.

"deficiênte" e "ascíduo" lidos agora à noite nas legendas de alguns candidatos.

Fora a fauna em si, é claro.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Outros Sentidos" no Rio

Meu caríssimo Baroni anuncia:

"o coquetel de lançamento do meu livro, “Outros Sentidos”, acontece no dia 26 de setembro, entre 18 e 21h, no Espaço Bora Bora (Av. Abelardo Bueno 2.510, Barra da Tijuca, em frente as arenas do Pan). A obra traz poemas meus, fotografias da fotógrafa Elis Regina Nogueira e nanquins e arte digital da publicitária Nanci Silva.

Durante o evento será realizada exposição sob o tema “Os Sentidos” reunindo trinta artistas plásticos cariocas – dez deles pintando ao vivo temas relacionados à obra. Além disso, atores da Companhia Teatral Artisando recitarão poemas do livro. Também compõe a programação show da banda Pegadas Jazz."

domingo, 24 de agosto de 2008

O País dos Ingratos

Eu não deixo de ter esta sensação ao término desses jogos olímpicos.

Se não tiver um investimento emocional povão embutido E não for ouro, não nos interessa nem comove. Ainda xingamos, no último caso.

Achei o 'teaser' de Londres 2012 fraquinho que só, e o encerramento podia ter terminado naquela torre cheia de acrobatas. Cantoria pop chinesa eu tô fora.

Mais em quatro anos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Momento velho moralista...

... eu não sei porque a crença de que quem tem tv por assinatura não tem crianças em casa ou algo assim.

Aos interessados de plantão: quem tiver o plano expandido da Net, e se preocupar com filhos pequenos em casa, aconselho tomar cuidado com o canal que atualmente ocupa o #90, Ani max, destinado a passar animação japonesa 24h por dia, e alguns filmes de ação, aventura, mistério, etc. Até ai, tudo bem, rolam algumas coisas bem interessantes, como Gankutsuou, uma releitura bastante criativa do clássico de Dumas, pai, O Conde de Monte Cristo.

O problema é que não apenas anunciam, como passam algumas animações em plena luz do dia - não vou nem entrar na questão da violência - com alguns temas como prostituição juvenil e cenas sugestivas, como nudez feminina de perfil, e coisas assim. Há a opção de bloquear os canais pelo controle remoto.

Para um adulto tarado que nem eu, o que mostra já não significa nada. Mas para quem tem criança em casa e responsavelmente se preocupa com conteúdo, está dado o toque.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Exposição de gadgets vitorianos

Muito bom! Os óculos periscópicos são meu sonho de consumo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Coração das Trevas

Comprei O Coração das Trevas, em uma edição da Martin Claret, dez pratas na banca. Andava cismado com este livro desde que soube que ele entra na composição direta de King Kong e é a base para Apocalypse Now. Lendo o livro, muita coisa se explica das duas obras.

Escrito por Joseph Conrad, escritor polonês que se bandeou pra Inglaterra no Século XIX, da estirpe dos escritores-aventureiros, registrando com o talento da palavra suas experiências em locais exóticos e distantes -- ele própio um marinheiro mercante -- para a Europa de seu tempo, ávida por novidades.

É um livro de leitura densa, com excessiva - aos olhos deste ignorante, pelo menos - descrição de lugares e sensações, mas tão densa quanto a selva que o protagonista vai se embrenhando. Assim como em Apocalypse Now, há o mítico "homem que não está lá", mas que ao redor todas as admirações giram, de suas ações, pensamentos e feitos, o mítico Kurtz. Talvez seja o maior "macguffin" da literatura pelo menos até a estatueta de Relíquia Macabra/O Falcão Maltês: o tempo todo lemos sobre o quão geniais são as idéias de Kurtz, o tempo todo lemos sobre sua grandiosidade, que os nativos o veneram -- mas não temos a menor pista sobre quais exatamente elas sejam, ou como exatamente ele fez para ser tão adorado, independente da cor de pele.

Talvez o importante ali seja exatamente a viagem de Marlowe, o protagonista, e o quanto isto o transformou. Uma fonte de oposição permanente, com tons sombrios, quase consciente, tida como maléfica, é a selva pela qual todos viajam a bordo do vapor caindo aos pedaços até o entreposto de marfim gerenciado por Kurtz. Nem precisa de ataque de selvagens: basta a presença da densa selva ao redor, como se aguardando o momento oportuno de atacar, olhando feito diretamente para os invasores ali. E, apesar de tudo, eles continuam avançando.

"O Coração das Trevas" é um título que tem alguns níveis de interpretação possíveis: tanto da parte não aberta dos mapas, quanto da selva em si, quanto dos horrores que o colonialismo europeu impunha no continente africano. Conrad não faz nenhuma apologia aberta contra o sistema, mas não precisa. A passagem pelo primeiro entreposto comercial e o estado de alguns tantos escravos ali presentes pode dar alguns engulhos. Não creio que ele precisasse ter exagerado de alguma maneira.

A edição da Martin Claret ainda traz, ao final, resumo e análises das partes do livro. É bem interessante. Destaco o comentário sobre o conservadorismo político de Conrad não impedir que seus personagens sejam, do que fala o livro, outsiders no geral. Um paradoxo bem-vindo, creio.

Cheguei a comprar Nostromo, um romance dele. Vamos ver como se sai.

O Sorriso do Dragão

Meu prezadíssimo Victor Barone escrevinhou um ótimo texto sobre a ditadura chinesa e a prática da propaganda e mentira associada às Olimpíadas.

Reproduzindo o comentário que deixei, males da Era do Veja-Bem: desde a queda do Muro de Berlim que a polarização das idéias arrefeceu, e o mínimo de preço a pagar por apontar que o outro rei está nu - aturar que se aponte o rei de cá, digamos - não mais é aturado.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos, hein? - III

Ok, eu realmente deveria deixar esses Jogos de lado. O lance de correr tudo em uma ditadura escrota como a China realmente pega. Deve ser um dilema parecido como o de 1970 e a copa do mundo que deu o Tri ao Brasil, no auge da milicada.

Como em 70, deveria-se ter alguma reação não do COI, que são um bando de vendidos, mas da própria base, ou seja: os atletas. Mas já que o patrocínio, o ego e a obstinação (não necessariamente nesta ou em qualquer ordem) vêm antes, paciência.

Bom ver que há quem fale ainda contra isto. No blog Além do Jogo, uma matéria sobre isso, mostrando inclusive a ótima foto de uma nadadora alemã contra a perseguição política na China.

Mas aqui em casa a turma é fanática, e eu acabo assistindo.



Até porque eu tenho minhas torcidas próprias. A moça acima descobrimos na olimpíada passada, no momento em que as meninas do vôlei tomavam uma coça da China ou Coréia, algo assim. Irritados, mudamos pra outro canal. Tinha um close em uma bela moça, falando rápido e sozinha, como se fosse uma possuída. Em seguida ela ganhava medalha de ouro e estabelecia novos recordes, olímpico e mundial. Hoje de manhã foi a mesma coisa. Medalha de ouro e novos recordes, olímpico e mundial. 5,05m, aliás. Vai encarar?

O tom triste foi da atleta da mesma categoria Fabiana Murer, que simplesmente teve a vara de salto perdida pela organização chinesa (uma sacanagem com ela e em dois atos, já que as piadas infames já começaram). Até o técnico da bicampeã acima foi chiar junto com o brasileiro. Sabem, eu acho isso engraçado. De país com arsenal nuclear ninguém perde nada.

Da Rússia, por exemplo. Que enquanto os Jogos que um dia interrompiam guerras ocorrem, eles entram com areia na República da Geórgia.



As moças acima, de uma categoria de tiro, são da Rússia e da Geórgia, confraternizando no pódio. Isto deveria ser destacado mais na imprensa.

E a essas tantas, vai ficando óbvio que não haverá abertura política de porruma, conforme promessas para o COI (oh, tadinhos, eles acreditaram!); mas antes o reforço de propaganda de um sistema autoritário, carregando o nacionalismo nas tintas. Na terra do filho único, isto será nefando.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Qual a Natureza...

... a China prevalecerá pelos números.

Quem viu a abertura dos Jogos, sabe do que falo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Desenho animado dublado...

1) Ok, o público-alvo primário é o infantil (que é o mais rentável mercado de DVDs, diga-se de passagem).

2) Ok, que me dizem, o trabalho tanto de tradução quanto de interpretação - salvo 'famosos' da vez, como o Bussunda - vêm melhorando nos últimos anos.

3) Ok, os dubladores se organizaram, e batalham cada vez mais oportunidades de trabalho para si.

Errado então sou eu que a) sou adulto que gosta de desenhos animados, b) que tem domínio até razoável de inglês, podendo identificar e curtir piadas no idioma original e que c) acredita que entretenimento deveria significar opção.

Enfim...

Olha, Mãe! Sem Eletricidade!

Na mitologia grega, o Dodekatheón eram os doze privilegiados que moravam no Condomínio dos Deuses, o próprio Monte Olimpo. Eram Zeus, Hera (casamento), Apolo (medicina), Hermes (comércio), Afrodite (amor), Atenas (sabedoria), Poseidon (mares), Hestia (Lar), Demeter (cultivo), Ares (guerra), Artemis (caça) e Hefaistos. Este último é o deus dos vulcões e fogo -- e dos metais e metalurgia, escultores, ferreiros e artífices.

(Os demais deuses mandavam em mais coisas, estou somente abreviando um pouco).

Hefaistos (Vulcano, pelos romanos) é o responsável pelo equipo de muita gente bacana da época: dos relâmpagos de Zeus (como todo mundo que assistiu a Fantasia sabe) às asas de Hermes, a carruagem do sol, a armadura de Aquiles, etc. -- e ainda, um curioso número de seres artificais. Talos, o gigante de bronze que patrulhava a ilha de Creta, por exemplo, cuja descrição nos dá a idéia de alguma coisa composta de partes em metal, não somente feito de uma peça, o que seria uma estátua. Havia figuras históricas, como Arquimedes de Siracusa ou o menos renomado Heron de Alexandria, que eram inventores de época.

Mais do que o assombro que essas técnicas e tecnologias causavam no imaginário de época (ou seja, até a Ficção-Científica os antigos gregos inventaram) era a engenhosidade do que foi deixado em registro... e descoberto.


Fonte: O Globo On-Line

O Mecanismo de Anticítera foi descoberto por pescadores de ostras nas costas da Grécia em 1900, um sistema de engrenagens de 2100 anos de idade que levou muito tempo para se começar a entender para que servia. Com o tempo, viu-se que tinha funções de navegação e previsão de eventos astronômicos. Uma nova função foi levantada agora, aparentemente a de demarcar, em ciclos de quatro anos, quando se dava os jogos olímpicos de então. Genial.

Se for certo indicar que este status conferido a esses doze deuses e suas áreas de influência são um reflexo do que importava aos gregos antigos, dá a pensar o que ainda há por ser descoberto por ai.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Em Terapia

Em uma época de vitrines cada vez mais brilhantes e pouco, mas pouco mesmo, conteúdo, é renovador conhecer uma série de televisão que aposta em roteiro, personagem e diálogo, antes de mais nada.

Baseado na telessérie israelense BeTipul, Em Terapia acompanha a semana de um psicanalista através de seus pacientes e de sua própria sessão, com uma estrutura semelhante à das novelas, indo de segunda à sexta-feira com paciente diferente, mas que é sempre o mesmo daquele dia, enquanto dura a temporada. Por exemplo, em todas as terças-feiras, é sobre o acompanhamento de Alex, um piloto militar sofrendo de estresse pós-traumático de guerra. Às sextas é que é o dia da análise do protagonista - o sempre excelente Gabriel Byrne, que dá ao seu personagem, o Dr. Paul a credibilidade e o peso necessário para o papel.

O elenco de apoio é bem competente: Dianne Wiest atura em seu divã o protagonista, que não sabe desligar o modo analista nem por um segundo, e os pacientes semanais, ainda que por atores não exatamente reputados (sempre com aquela sensação de "eu-já-vi-essa-cara-em-algum-lugar"), eles defendem muito bem seus personagens. Acredito que direção aqui tenha sido fundamental. Seria muito fácil, por exemplo, deixar Melissa George (que passei a chamar Melissa Gorgeous) apenas ser a gostosinha do programa e rolar solto.

A cada semana, por 45-50 minutos, temos o desenrolar natural de cada tratamento, com suas perdas e ganhos, baixas e altas, quase totalmente encerrado na confortável sala de atendimento do Dr. Paul e centrado em longos diálogos, plano e contra-plano todo tempo -- e de repente acabou o episódio.

Dá até pra estranhar, 'ué, já?' Sim. E você fica esperando para ver como vai ficar semana que vem, ou esperando o episódio do dia seguinte.

A série passou com vários horários diferentes para cada episódio em mais de um dos canais HBO (sim, é uma série da HBO...) aqui no Brasil (mas sem estragar a ordem), promovendo mesmo o show, mas quando terminou, reprisaram apenas na semana seguinte os últimos episódios, e no more. Sensação de abandono legal.

Segundo esta matéria, de acordo com o produtor executivo e diretor Rodrigo García (filho de García Márquez), a segunda temporada da série - cotada pra três Emmys este ano -- começa a ser rodada em Novembro próximo.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Deathsigner!

Ok, não é privilégio da categoria. Mas qualquer um que tenha já que ter lidado com cliantas (tm by D. Elvira) sabe o que é isso.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pois é...

Amigo meu ligou agora à noite. De férias.

Trabalha numa ONG que lida com inclusão digital junto a uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Contou que a ordem é deixar passar. Aprovar de qualquer jeito.

Sendo contrário a isto, ainda se espantou da maneira em que as coisas lhe foram colocadas: disseram que ele tinha que 'se alinhar' de acordo como lá dentro pensavam.

Perversão stalinista, segundo ele, que entende dessas coisas melhor do que eu.

Tempinho atrás, uma economista que conheço se viu a perigo no emprego, em uma importante instituição de Economia, após a diretoria - todos do PT - adotar certas atitudes eticamente questionáveis, e ela ter ido contra.

Ei, não se choquem -- é tudo pela causa, afinal...! Tudo pelo bem maior...!

Algum dia eu escrevo porque eu acho que o socialismo - e qualquer um de seus sabores - é a religião sem deus.

Open Library...

... das coisas que surgem para - me, ao menos - lembrar porque a Internet é um troço docaray: Open Library, um acervo de livros on-line - não, não é pirataria, bando de toscos! - com inúmeros livros históricos. Surrupiado lá da Carol, claro.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Spoilers abaixo.

Assisti. Gostei, enquanto filme de Super-Heróis, dou nota 9.

Ok, Heath Lodger é o Coringa, e sempre será. Ele realmente leva o filme, e Aaron Eckhart também manda muito como o Duas-Caras.

Gostei de ver uma Gotham City menos quadrinística e mais realista. A fotografia não puxava para certos exageros coloridos, a idéia toda era uma trama mais densa, psicologicamente, até. É o Batman dos quadrinhos como A Piada Mortal ou O Cavaleiro das Trevas, que foram sumariamente ignorados na época pelo senhor Tim "eu nunca li quadrinhos do Batman" Burton, resultando em filmes merdianos. Sabem, ler quadrinhos aqui é fazer o dever de casa. E dado o grande número de citações, sutis, na maioria delas visuais, o dever foi muito bem feito.

Elenco que tem Gary Oldman, Morgan Freeman e Michael Caine não pode dar muito errado, convenhamos. Infelizmente, talvez haja um excesso de personagens na trama, o que às vezes me passou a idéia de algo meio burocrático (não tão ruim como Indy IV, decerto). Deu também a impressão que algumas montagens me pareceram excessivamente confusas. Pelo menos a cena da invasão da cobertura do Bruce meio que foi corrida, e de repente acabou, digamos. No mais, o dilema final lembra muito os de Homem-Aranha 1 e 2. Claro que o aracnídeo deu mais sorte e pôde salvar Mary Jane E um ônibus cheio de gente; e o ranzinza povo de NY topou encarar Otto Octavius para defendê-lo.

E é bom ver o diretor se corrigindo do primeiro filme, onde Batman deixa pra morrer Ras al'Ghul. Nyet.

Havia crianças pequenas na sala. Não sei se é boa idéia, tem umas coisas ali que talvez possam impressionar.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Arqueologia virtual

Tempo atrás um geólogo descobriu uma cratera usando o Google Earth. Imaginei que benefícios isto poderia trazer para a arqueologia; e que se o Google de repente topasse, podia-se fazer uma espécie de Dia Mundial da Arqueologia Google Earth ou algo neste sentido. Bem, o arqueólogo David Thomas também pensou nestes benefícios, e já colheu frutos.